O cuidado com a pele do rosto é um ritual que demanda disciplina. Para quem quer ir além de proteger a pele dos efeitos nocivos do sol, não basta o uso contínuo de filtro solar. As opções vão desde cremes hidratantes, clareadores, aos que ajudam a combater radicais livres, os que prometem amenizar as rugas estimulando a produção de colágeno, até os que aceleram a renovação celular. Como se não bastasse, estão divididos entre cremes para o dia e outros para a noite.
Essa divisão não é apenas um apelo de venda dos produtos. Alguns elementos presentes na fórmula devem ser usados somente longe da luz. “Principalmente os utilizados no inverno, que incorporam ácido retinóico e glicólico na fórmula, devem ser usados à noite em função da fotossensibilidade. De dia, o contato com a luz causa irritação na pele”, diz a dermatologista Agueda Barreto.
Além disso, os cremes noturnos apresentam maior concentração de produtos, o que também pode provocar irritação se a pele for exposta ao vento ou sol. Como os ácidos podem gerar descamação, a pele fica mais sensível e, com a exposição aos raios solares, podem aparecer manchas.
Os ácidos são usados para estimular a produção de colágeno e para uniformizar a cor da pele. Geralmente, são indicados após o verão para diminuir os danos da excessiva exposição ao sol. Alguns também agem para combater radicais livres (que causam envelhecimento precoce). “A indústria de cosméticos já usa elementos do café, do chá, da soja e do cacau, que são comprovadamente substâncias que combatem radicais livres”, diz Agueda.
Segundo os especialistas, existem diversos produtos prontos de boa qualidade à venda para várias finalidades. O importante, dizem, é observar a fórmula do produto e a consistência. “Antes a classificação do tipo de pele era genérica, em apenas três características: seca, oleosa ou normal. Hoje, a classificação chega a 16 tipos, levando em conta desde sensibilidade, passando por tendência para manchas ou para rugas. Só quem vai poder diagnosticar é um especialista”, diz o dermatologista Fernando Sens Fagundes, professor de dermatologia da Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.
Escolher um creme não adequado ao tipo de pele, principalmente os noturnos que possuem uma formulação mais forte, pode causar danos. Pessoas mais sensíveis a ácido tendem a formar microvasos no rosto, que causam uma vermelhidão constante na área. Outras, com pele mais oleosa, podem ter os poros fechados. “Com o uso de um creme muito oleoso para aquela pele, os poros se fecham e aparecem bolinhas, parecidas com espinhas”, diz Fernando. Esse efeito é comum em pessoas ainda jovens que usam cremes anti-idade indicados para aquelas com mais de 45 anos, que precisam de uma hidratação mais intensa na pele.
Serviço
Agueda Barreto/ dermatologista, fone (41) 3243-6000. Fernando Sens Fagundes/ dermatologista, fone (41) 3029-6393.
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