Um dos passeios preferidos da professora Loide Araújo Gonçalves sempre foi a loja de armarinhos. Cores surgindo em botões, passamanarias, detalhes preciosos capazes de transformar qualquer peça de roupa – até as de boneca, como ensinava sua mãe. Ela acabou não fazendo aulas oficiais de corte e costura, afinal os cursos de “prendas domésticas” andaram meio fora de moda, mas a idéia de desejar uma roupa e até o final do dia poder vestí-la acabou fazendo com que ela fosse costurando intuitivamente.
“Uma vez, desmontei uma roupa que eu gostava só para tirar o molde. Acabei fazendo uma outra igual. Depois aprendi a tirar das revistas, que, se não trazem seu tamanho certo, é só aumentar ou diminuir alguns centímetros e seguir a linha direitinho. Pego peças que fiz há alguns anos e vejo a diferença. Cada vez a costura vai ficando melhor, só não dá para ter preguiça”, comenta. Ela emenda avisando que costura não é uma atividade relaxante: “Quem quiser desestressar que faça tricô ou crochê, que são ótimos para fazer diante da tevê ou para passar o tempo. Costura é prazerosa, mas não é relaxante. A tensão acompanha você até a hora de perceber que a costura vai dar certo. Dá para dizer que é um estresse estimulante”. Para trabalhar, Loide utiliza uma máquina portátil, que faz zigue-zague, caseado e costura reta. A de overloque ela usa raramente. “Quem sabe ainda faça um curso, já que essa experiência me falta às vezes. Mas quer saber de um sonho? Fazer estágio com um alfaiate…”
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