Pode não parecer, mas mesmo em dias nublados, 80% dos raios solares ultrapassam a espessura das nuvens e queimam quem estiver desprotegido lá embaixo. Sem o sol e a sensação de ‘queimação’, é comum passarmos mais tempo que o permitido sob os raios, o que pode levar a uma lesão na pele e a necessidade maior de água.
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A pele queimada aumenta a perda de líquidos do organismo, pois boa parte da água no corpo acaba fugindo pelo suor. “É importante que você sempre se mantenha hidratado, mesmo no mormaço. Hidratação oral e a hidratação da própria pele, borrifando água“, explica Ricardo Benvenutti, médico clínico geral e nefrologista do hospital VITA e do Hospital do Idoso, em Curitiba.
Uma exposição exagerada aos raios solares, mesmo em um dia com sol entre nuvens, pode levar a uma insolação. “O tempo de exposição é um fator importante, além do tipo de pele. Uma pessoa com a pele mais escura tolera mais tempo sob o sol do que uma pele mais clara”, explica o médico.
A insolação trata-se de uma queimadura da pele de primeiro grau e deixa alguns sintomas claros, como sede, mal estar, dor no corpo, dor local na queimadura, tremores e mesmo febre. “O tratamento passa por hidratação e medicamentos que tratem dos sintomas, como um antitérmico contra a febre. Também é indicado evitar uma exposição ao sol logo em seguida”, afirma Benvenutti.