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Botox já virou sinônimo de tratamento para amenizar os efeitos do tempo. Mas antes de ser usada na estética, a toxina botulínica tipo A foi testada nos anos 80 para tratar o estrabismo.
De lá para cá, surgiram novas indicações e a mais recente é o tratamento da síndrome da bexiga hiperativa. Um tipo de incontinência urinária, a bexiga hiperativa sofre contrações involuntárias e permanentes, passando ao cérebro o tempo todo a mensagem de desejo de urinar. “A doença cria muito desconforto. O normal é urinar de quatro a cinco vezes ao dia, o paciente com bexiga hiperativa precisa de dez, até 15 vezes”, explica o urologista Luiz Carlos de Almeida Rocha, professor titular de Urologia na Universidade Federal do Paraná. Muitas vezes, há perda involuntária de urina.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, no Brasil cerca de 18,9% da população sofre com a síndrome da bexiga hiperativa. A prevalência da doença aumenta com a idade, sendo mais comum a partir dos 45 anos.
O tratamento com Botox, nome comercial da toxina, é relativamente simples. Com anestesia local, o médico passa um aparelho através da uretra do paciente e aplica injeções da substância ao longo da parede da bexiga, paralisando sua hiperatividade.
Rocha explica que há vantagens no uso da toxina em relação aos demais tratamentos exis tentes no mercado. “As cirurgias são procedimentos de custo elevado, difíceis e complexas. Já os medicamentos têm muitos efeitos colaterais e eficácia muito pequena em relação aos placebos. A toxina botulínica é o tratamento mais indicado para a bexiga hiperativa”, diz.
A técnica é nova, mas já está disponível em Curitiba. O procedimento custa cerca de R$ 800 e precisa ser repetido, em média, a cada seis ou oito meses, dependendo da resposta individual e da persistência dos sintomas.
Serviço: Luiz Carlos Rocha (Instituto de Urologia), fone (41) 3566-6007 / Margery Ballin Hecke (oftalmologista, Clínica Previna), fone (41) 3023-5253, e-mail previna@cli-nicaprevina.com.br.
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