A macrobiótica, filosofia japonesa baseada no uso da energia dos alimentos integrais, está superada. A conclusão é do introdutor da teoria no Brasil, Tomio Kikuchi. Dono de um concorrido restaurante-consultório no bairro da Liberdade, em São Paulo – frequentado, entre outros, por Gilberto Gil, Fernando Gabeira e Cássia Kiss –, Kikuchi defende a sua evolução para a micromacrobiótica ou autoeducação vitalícia.
“A macrobiótica considera apenas a alimentação como ferramenta para atingir e manter a unidade, vitalidade e imunidade”, explica o professor. A nova orientação prega o controle de quatro atividades cotidianas: alimentação, movimentação, respiração e pensamento. As doenças, na visão da micromacrobiótica, seriam uma desobediência da ordem da natureza interna (micro) e externa (macro).
Dessa forma, mantém-se a recomendação de ingerir, nas refeições principais, 60% de cereais integrais e 40% de produtos complementares (verduras, legumes, raízes) para otimizar os sistemas nervoso, digestivo e cardiovascular. Mas, paralelamente, Kikuchi ensina a ritmoprática, uma sequência de alongamentos associados à respiração, organizada por ele, e orienta os seguidores a desenvolverem a percepção e compreensão da própria existência.
Serviço
Em Curitiba, a obra de Tomio Kikuchi é estudada na filial paranaense do Centro de Autoeducação Vitalícia, na Rua Saldanha Marinho, 1.110, Centro – (41) 3322-9597.
As reuniões, abertas ao público, acontecem às sextas-feiras, às 19h30. No mesmo endereço, o restaurante Clorofila serve refeições micromacrobióticas (R$ 18) e são ministradas aulas gratuitas de ritmoprática, as terças e quintas-feiras, das 12 às 13 horas.
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