Na busca por medicamentos que combatam os sintomas incômodos da menopausa, minimizem riscos e ainda sirvam de preventivos contra doenças advindas desta fase, os grandes laboratórios farmacêuticos investem em pesquisas e colocam no mercado novos farmácos. A multinacional Schering lançou no ano passado o Angeliq, nome comercial da drosperinona, um hormônio similar à progesterona produzida pelo organismo feminino, combinada com 17ßEstradiol. Segundo estudo publicado pela revista científica Hypertension, a terapia à base desse hormônio reduz a pressão arterial, agregando benefícios cardiovasculares a mulheres na menopausa. O medicamento foi chamado pelos médicos de “amigável” ao coração. Além disso teria atividade antiandrogênica – ou seja, evitaria o efeito de pêlos e acnes de outros hormônios – e antialdosterona, evitando a retenção de líquido e sal. Esta última propriedade estaria vinculada à perda e manutenção do peso das pacientes. “Com o uso do Angeliq, o organismo deixa de reter sódio e líquidos, diminui-se os riscos para doenças cardiovasculares, o peso corporal – com grande efeito sobre a pressão arterial – e previne-se a osteoporose”, enumera ginecologista e endocrinologista mexicano Alejandro Morales del Olmo, assessor da Bayer/Shering. No Brasil, o Angeliq é encontrado ao preço médio de R$ 70. O medicamento deve ser prescrito por um médico.
Os médicos lembram que hábitos saudáveis como tomar sol, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas são importantes para mulheres durante toda a vida e, em especial, na menopausa.
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