Existem vários fatores que podem causar a perda de memória. No caso da promotora de eventos Camila Medina, de 24 anos, uma rotina tripla como mãe, profissional e estudante a sobrecarregaram. “Sempre fui um pouco distraída, mas há pouco mais de um ano percebi que estava esquecendo de certas coisas com mais freqüência. Hoje em dia, anoto todos os meus compromissos na agenda, mas às vezes até esqueço de consultá-la. Também uso o meu celular para lembrar do que tenho que fazer”, conta.
Especialistas garantem que falhas de memória, como as de Camila, são temporárias e são causadas pelo seu estilo de vida. Doenças como esclerose, Alzheimer e Parkinson, entretanto, causam alterações permanentes.
“O Alzheimer atinge principalmente a memória episódica, enquanto o Parkinson, por exemplo, afeta a de procedimento. Já as psicoses e a esquizofrenia atingem o córtex pré-frontal e prejudicam a memória operacional”, explica o professor de Farmacologia da UFPR , Cláudio da Cunha.
O abuso de álcool e até mesmo de alguns medicamentos também afetam essa função do cérebro. “Os antidepressivos, por exemplo, alteram a memória propositalmente. As lembranças que causam sofrimento são ‘apagadas’ para que o depressivo ou a vítima de trauma possam seguir adiante”, explica o professor. O excesso de trabalho e de responsabilidades, a falta de exercícios físicos e uma dieta alimentar rica em gorduras e açúcares podem causar isquemias e derrames e aumentam o risco de demência, alerta a neurologista Ana Lucila Moreira. “Repousar também é fundamental. O cérebro precisa de um intervalo de tempo para identificar e registrar as informações recebidas.”
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