Os passeios em parques, bosques e praças são os programas prediletos. Mas a diversão dos bichinhos não para por aí. Andar de carro e visitar casas de parentes com quintais e outros cães e gatos também trazem alegria nesses dias.
Rose conta que Pessoa “pede” muito para passear e tem noção de horário, pois sabe certinho o dia e a hora que vão sair de casa. “Todos os domingos de manhã vamos ao Parque Barigui. Ele caminha comigo, chega a dar duas voltas”, conta.
Para quem mora em apartamento, ou tem espaço pequeno em casa, as áreas ao ar livre da cidade são a opção mais adequada. Das trinta áreas verdes de Curitiba, incluindo parques, bosques e praças, apenas oito não permitem a entrada de animais. Segundo o diretor técnico do departamento de Parques e Praças da Prefeitura de Curitiba, José Roberto Hollof, os locais que proíbem o fazem pela incompatibilidade do ambiente com os animais, como o Zoológico e o Jardim Botânico. “No caso do Botânico é porque ele não foi feito exatamente para passeio, mas para ser um local de estudo e pesquisa de plantas”, explica.
A maioria dos parques permite animais, mas exige que estejam na guia e que os dejetos sejam recolhidos pelo dono. Hollof diz que a população está bem consciente, e que raramente os parques da cidade enfrentam problemas.
Entre os locais mais procurados pelos donos de cães para passeios de fim de semana estão o Parque Barigui e o parque do Museu Oscar Niemeyer (MON), conhecido como Parcão. Embora o primeiro ganhe em quantidade de pessoas pelo tamanho e pela tradição, o Parcão virou ponto de encontro para aqueles que gostam de colocar os bichinhos para brincar uns com os outros.
Outra opção para deixar os cães correrem soltos é a quadra de esportes da Praça Osório, no centro de Curitiba. Todos os domingos cerca de 30 cães são levados pelos seus donos, que moram na região. Lourdes de Almeida e sua cachorrinha Pietra, uma shih tzu de cinco anos, descobriram o local há três meses. “Eu moro aqui perto e os vizinhos me avisaram que dava para vir e soltar o cachorro. A Pietra adora, fica muito feliz. Quando chega o dia ela já sabe. Além do pessoal do centro, vem muita gente de outros bairros, como o Água Verde”, conta.
Outros programas
Para quem acha esses parques e praças muito lotados no fim de semana e prefere outros passeios, as ciclovias da cidade são uma boa opção. A empresária Adriana Viegas dos Santos gosta de fazer sua caminhada matinal acompanhada das schnauzer Tica e Yumi. “É difícil levá-las ao Barigui porque lá tem muitos cachorros e elas encrencam com eles. Vamos lá só à noitinha, porque aí dá para soltá-las com calma”, explica.
Mas o que as cachorrinhas mais gostam de fazer é ir à fazenda da família. Lá elas andam de carro, correm atrás de outros bichos e passeiam pelas plantações. Quando visita seus parentes, Adriana sabe que tem de levar Tica e Yiumi, pois elas gostam de brincar com os cães do restante da família.
O filhote de buldogue Barney, 5 meses, é uma felicidade só quando vai para a casa de praia dos pais da sua dona, Fabiane Macur Bici Barbalho. Ela conta que a família toda gosta da companhia do animal na praia, pois as férias são a época do ano em que todos têm mais tempo para curti-lo. Em Curitiba ela costuma levá-lo ao Parque Bacacheri, pois acha mais tranquilo para caminhar com ele, que anda devagar. “Ele não aguenta andar muito, pois tem 18 quilos. Caminha um pouco, para e deita, mas se vê outro cão logo sai correndo atrás”, conta.
Outros bichinhos também podem ter uma programação diferente nos fins de semana. É o caso do gato siamês Channy, de 3 anos. Diferentemente da maioria dos bichanos que ficam em casa – ou dão uma escapadinha sem o dono saber –, ele passeia com sua dona, Andra Weiss, no condomínio onde mora, pelas ruas, praças e até em parques. “É assim desde filhotinho. Sábados e domingos ele adora andar de carro. Coloca a cabeça para fora da janela para sentir o vento ou vai deitado no painel”, diz.
Andra conta que Channy costumava ir com ela ao Parque Barigui aos domingos, mas começou a encrencar com os cães. Ele chegava a dar uma volta completa junto com ela. “Hoje prefiro as pracinhas. Quando vou à casa da minha mãe, ele sempre vai junto e nas viagens para o interior também. Adora correr atrás dos patos e das galinhas.”
O professor e responsável pelo Hospital Veterinário da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), Ricardo Maia, explica que o cão é o animal mais adaptado para o passeio, e que fora ele aos furões também é indicado passear. “Aos gatos, os passeios podem causar estresse, pois isso não faz parte da natureza nem da rotina deles. O animal pode assustar e fugir, para que gatos passeiem o ideal é acostumá-los desde pequenos.”
Udilce Cristiane Schueda tem três furões e não os deixa parados nos fins de semana. Quando não os leva ao Parque Barigui, caminha nas ruas perto de casa ou brinca com eles na piscina que monta no fundo de casa. Snow Ball, com 4 anos, Polli Princess e Timão, com 2 anos, cansam fácil, mas nem por isso deixam de aproveitar as brincadeiras. “Eles andam bastante de carro e adoram. Quando eu pego a chave e a guia eles já sabem que é dia de sair de casa”, conta.
Outro programa para os furões é a praia. Nos dias de folga em que Udilce viaja, leva os três a tiracolo. “O Snow nem precisa da coleira, pois é obediente e fica perto de mim. A Polli é menorzinha, então ainda não aprendeu a ficar sem a guia”, comenta.
Lisa está acostumada com seu horário de passeio pela casa. Perto das 18 horas ela fica pronta na porta da sua gaiola, esperando para dar uma voltinha. “Ela já foi ao shopping, mas fora de casa ela se estressa fácil, principalmente com crianças”, comenta Nancy.
Colunistas
Agenda
Animal





