“Quando ele está conosco, acaba nos motivando e incentivando quem está próximo. Ele é mais conhecido nas corridas que nós e, quando não o levamos, várias pessoas dizem que sentem falta”, diz Dittmann.
Segundo ele, a história do pet nas competições começou por acaso, há quatro anos. “Eu e minha esposa já praticávamos corrida, então, quando íamos treinar, corríamos com ele na guia para nos acompanhar”, relembra.
Aos risos, ele explica que agora a situação se inverteu e quem não consegue acompanhar o ritmo do cachorro são os donos. “Com o tempo, ele passou a correr sozinho e, hoje, é ele quem fica nos puxando. Basta soar o sinal da largada que ele dispara na frente, dá um pique grande, volta para nos buscar, corre novamente para longe e logo retorna até completarmos a prova.”
Juntos, os três já viajaram para várias cidades do Paraná e de Santa Catarina para competir. E, segundo Zenaide, o retorno de tanto esforço não fica só nos troféus e medalhas. “Nas provas de Santa Catarina, não há atleta mais aplaudido que o Floky. As pessoas saem na rua para vê-lo, aplaudem e tiram fotos. Não tem como não se emocionar.”
E Dittmann revela: Floky faz questão de brilhar. “Quando a organização chama, ele já se posiciona e fica parado esperando pela medalha. O que não falta é pose de campeão”, diz, aos risos.
Cuidados
Segundo o dono, a família toma alguns cuidados para que a diversão não prejudique a saúde do pet. “Quando está muito calor, não treinamos e evito levá-lo às competições. Em todas as corridas, levamos garrafas de água e o hidratamos o a cada quilômetro.”
Geralmente, o pet corre provas de 10 km, mas já completou uma competição de 18 km. E a meta é não parar por aí. “Um dia a gente ainda vai levá-lo para uma São Silvestre”, comenta Zenaide.
História de campeão
Com um jeito comportado e carinhoso, Floky tem uma história de campeão também fora das corridas. “Ele foi encontrado na rua e estava muito doente e com mutilações. Nós o adotamos em uma época em que meu marido estava com um início de depressão e o Floky mudou nossas vidas. Agora, não me imagino sem ele”, diz Zenaide. Dittmann concorda. “Hoje, tenho mais ânimo e minha vontade de viver voltou. Se eu fiz bem para o Floky, pode ter certeza que ele fez muito mais para mim.”
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