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Na mudança da advogada Laryssa Bortolini e seu noivo para um apartamento novo, um casal de porquinhos da India conseguiu regalias. Duke e Fiona, bichos de estimação de Laryssa há dois anos, vão ter direito a um quarto só para eles na casa. “Eu queria um espaço exclusivo para eles e deu certo de sobrar um quarto”, conta a advogada. No ambiente vai ter cercadinho, túnel de pano e canos de PVC.
Alérgica a gatos e proibida pela mãe de colocar cachorro dentro do apartamento, Laryssa sempre teve vontade de ter outros pet. O comportamento mais independente dos porquinhos foi a solução ideal. “Já tive passarinhos e peixes, mas eu queria um bicho que interagisse mais, que eu pudesse pegar na mão, então fui a um aviário e comprei o Duke”, conta ela.
Fiona entrou para a família dois meses depois do macho. Ela foi comprada no Mercado Municipal de Curitiba e, se não fosse por Laryssa, provavelmente teria ido parar em uma panela: “Pedi um porquinho-da-Índia fêmea e o vendedor me peguntou se era para culinária”, ri a advogada, que explica que a carne deles é bastante utilizada no Peru, onde eles são chamados de Cuy.
Depois de tanto tempo de convivência com os bichos, Laryssa percebe que assim como os cães, Duke e Fiona demonstram alegria, ciúme, carinho e sabem até pedir comida. “Quando eles escutam a geladeira abrindo, dão gritinhos, pois sabem que podem ganhar uma verdura para roer”, conta. O macho, quando quer fazer suas necessidades, fica irritado e só volta ao normal quando é colocado no cercadinho para se aliviar.
Apesar de pesarem 1,2 quilos cada, os dois são pequenos e passam boa parte do tempo correndo pelo quarto de Laryssa, que em um descuido quase perdeu um secador e também o cabo de seu iPhone. “Deixei os fios pelo chão e eles roeram”, lembra ela. Mas nada que tenha diminuido sua paixão pelos porquinhos.
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