Mascote Fit

Animal

Pouco espaço, grandes cães

Carlos Coelho
02/05/2009 03:16
Com a golden retriever da família Silka, a Clara, as dicas veterinárias deram certo. Hoje, com 4 anos, a cachorrinha de 32 quilos e tamanho considerável é um exemplo de adaptação à vida em apartamento. “Ela nunca deu trabalho”, diz a artista plástica Gilda Silka. Para aliviar o estresse, dois passeios diários garantem a saúde mental e a boa forma física. “Além de levá-la para caminhar, tem um terreno ao lado do prédio em que a soltamos quase todo dia para que ela corra e brinque”, conta.
Se viver em apartamento nunca afetou o comportamento da gigante da casa, contrariando o provável, o pequenino west highland terrier chamado Calvin – o outro cão da família – é o oposto. “Ele é mais agitado, faz muito mais barulho e dá muito mais trabalho do que a Clara. Temos que dar atenção redobrada para ele”, compara Gilda.
Cuidados
A reação dos dois cães à vida em apartamento é comum, diz a veterinária Cecília Costa, da Fofuras Pet Shop. Ela explica que a adaptação a espaços pequenos está mais ligada ao temperamento do cão do que propriamente ao seu porte físico. “Muitas vezes um cocker ou um beagle tem mais dificuldade de viver em um espaço reduzido do que um cão grande”, diz. Apesar disso, a veterinária concorda que é preciso ter cuidados extras com os grandes. “Todo pet de apartamento exige mais passeios. No casos dos grandalhões, isso é também uma arma contra a obesidade”, diz.
Para a médica veterinária Angelita Collet, da clínica Pontocão, cães do porte de um labrador, golden retriever ou são bernardo devem ser levados para passear pelo menos duas vezes ao dia. “Um cão que vive em casa com jardim deve ser levado pelo menos uma vez”, diz. Além disso, a profissional recomenda passeios de duração mínima de 30 minutos. “É o tempo de exercício que irá fazer surtir efeito físico e psicológico”, avalia.
A médica veterinária da clínica Maison Chien, Karla Boos, também indica que a educação dos animais de apartamento deve começar ainda nas primeiras semanas de vida. “Eles se adaptam melhor à vida neste espaço quando são inseridos em apartamentos ainda filhotes”, avalia. Porém, mesmo depois de adultos, pets grandes podem se adaptar. “Existem vários recursos para tornar essa mudança mais confortável. Se o dono não conseguir sozinho, pode contratar um adestrador, por exemplo”, diz Angelita Collet.