Mascote Fit

Animal

Seu bicho sob ameaça

Dâmaris Thomazini
03/09/2011 03:05
“Pesquisei sobre a pancreatite e descobri esta propensão. Desde então, sempre que encontro um schnauzer na rua, procuro orientar o dono do animal sobre os riscos, em especial o da obesidade. Até porque, antes de adquirir um bichinho, o criador não comenta as tendências às doenças”, relata Ghislaine.
Diante de um problema como este é preciso que o dono tenha muita paciência, além de disposição para bancar consultas e medicamentos. “Paciência é fundamental, porque o animal tem uma recuperação lenta e as mudanças na rotina são drásticas”, reforça a advogada. Com ajuda de antibióticos e ração especial, Bunny se recuperou bem da pancreatite que a fez ser internada por três vezes.
Cruzamento
Por serem transmitidas de pais para filhos, boa parte das doenças que acometem raças específicas pode ser prevenida antes do nascimento de uma ninhada, ao se evitar o cruzamento consanguíneo – entre animais da mesma família. Segundo a professora de clínica médica de animais de companhia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Ana Paula Sarraff Lopes, um animal portador de doenças genéticas não deve ser reprodutor.
Gatos persas
Tratamento para a vida inteira
Muito apegada a Snow e Furry, dois gatos persas, a advogada Anelize Duarte Pessuti sempre cuidou para que seus pets não sofressem com a doença renal policística, muito comum na raça. Snow, pai de Furry, transmitiu o problema para o filho geneticamente. Os dois foram diagnosticados com a doença há 10 anos. “Eu não imaginava que eles tinham cistos nos rins. Quando a doença foi descoberta, fui alertada para comprar gatos somente de criadores que tivessem erradicado a doença”, lembra Anelize.
A médica veterinária Marúcia de Andrade Cruz, da clínica Mania de Gato, explica que gatos com cistos nos rins podem viver momentos de crise em que ficam apáticos, apresentam vômito crônico, rejeitam a ração e param de beber água. “A doença faz com que eles tenham gastrite e também apresentem sinais de desidratação”, esclarece.
Assustada com a ideia de perder seus bichos de estimação, a advogada procurou formas de dar uma sobrevida a eles. Até um transplante experimental de rins foi cogitado. “Eu teria que adotar o doador e todo o procedimento custaria cerca de R$ 10 mil”, conta.
A solução mais simples e eficiente encontrada foi controlar a alimentação dos gatos de forma rígida. Anelize os alimenta com uma ração especial e os leva para fazer exames de sangue a cada quatro meses. “As consultas não pesam tanto nos gastos, mas, enquanto uma ração normal sai por cerca de R$ 30, pago R$ 70 na especial.”