Mascote Fit

Animal

Vida em sobrado precisa de cuidados

Adriano Justino
06/02/2010 02:13
Para quem vivia em apartamento algum tempo atrás, a diferença é grande. A dona da poodle toy Emília, de 7 anos, Lucia Sacks, há 4 anos passou a viver em um sobrado no bairro Mercês, em Curitiba. “No apartamento ela era muito estressada, invocadinha e roia as próprias patas”, diz ela, que após a mudança notou diferença no comportamento da cachorrinha. Emília ficou mais sociável, tem um espaço maior para brincar e uma grama onde sempre se estica para tomar sol.
Mas nem tudo foram flores na mudança da família. As fatídicas escadas, sempre presentes nos sobrados, foram responsáveis pelo surgimento de uma hérnia na cachorrinha, retirada em um procedimento médico veterinário. Assim, alguns hábitos tiveram de ser alterados. “Agora não deixamos mais que ela fique naquele sobe-e-desce, a repreendemos e ela sempre obedece.”
A médica veterinária da Cli­nivet, Lilia Mara de Souza, assinala que a escada é a maior vilã dos sobrados, principalmente para os yorkshires, lhasas, shih-tzus, poodles e daschsunds, cães muito companheiros e que estão sempre seguindo seus donos. “Caso te­­nham predisposição a problemas de coluna, pode ocorrer calcificação do disco intervertebral e de­­senvolver hérnia de disco e outras doenças ósseas importantes”, diz ela. Para os gatos, que têm maior elasticidade, o impacto não preocupa. “Para minimizar esse problema, uma saída é colocar portõezinhos protetores, que podem ser encontrados em pet shops ou em lojas de artigos infantis, deixando o cão restrito ao espaço de baixo ou de cima.”
Segundo ela, a ideia de que o animal de sobrado não precisa de tanta atenção por ter mais espaço é errada. Isso não deve significar o fim dos passeios, diz Lilia, principalmente para cães um pouco maiores. “Para poodle toys e york­shires, se houver um bom espaço para que tome sol e faça caminhada, não são necessários os passeios, mas para cães maiores ou caso não haja uma área verde, o passeio é obrigatório – uma vez por dia e de, pelo menos, 40 minutos”, diz ela. O espaço disponível ao animal deve ser proporcional ao tamanho dele, diz Lilia, e deixá-lo confinado predispõe a desenvolver problemas de origem de cunho emocional, como ficar correndo atrás do rabo, latindo demais ou desenvolver sinais de automutilação.