Ajuda
Aprendi com a Minha Mãe
Cristina Ramalho
Editora Versar
Traz 52 depoimentos de celebridades e personalidades – como o cronista Arnaldo Jabor e a atriz Sônia Braga – sobre a lição mais importante que aprenderam com suas mães. Relatos emocionados que revelam a cumplicidade surgida em momentos difíceis ou alegres.
Letrinhas
Destemida – Aventuras Fascinantes de uma Garota Corajosa
Natalie Jane Porter
Fundamento
A série chega ao Brasil com dois volumes – Os Olhos do Dragão e As Montanhas Negras. Tratam-se de contos de fadas às avessas, nos quais é a mocinha quem tem de se defender. A protagonista éuma adolescente que está sozinha no mundo e descobre que descende de uma família de caçadores de
dragão.
Vidas Secas
Graciliano Ramos
A mais popular obra do escritor Graciliano Ramos permite entender um pouco mais dessa região do Brasil tão rica culturalmente, mas que sofre com a miséria. Lançado em 1938, um dos aspectos que impressionam no livro é o seu tema sempre atual. Com precisão gramatical e inovação estética inigualáveis, a obra conta a história de uma família de retirantes, impelida pela seca. A impressão que se tem é que Fabiano, sua mulher sinhá Vitória, os dois filhos e a cadela Baleia estão em fuga constante, num caminhar sem fim. E carregam consigo a sina do sofrimento de todos os retirantes nordestinos. Em poucos romances o título é tão fiel aos seus personagens quanto em Vidas Secas. Todos são seres brutalizados não somente pela falta de água, mas também pela desesperança de quem sabe que viver é a travessia de um pedaço de chão ressecado, quase sem vida. Para a maioria dos críticos literários Vidas Secas não é a melhor obra de Graciliano Ramos, um escritor marcado pela luta contra as injustiças sociais. Para mim, é o mais humano, o mais verossímil e com um conteúdo sócio-político raras vezes encontrado na literatura mundial.
Célio Martins
“Querida Kitty
Tenho em meu caráter um traço predominante que salta aos olhos de quem me conhece há algum tempo: é o conhecimento que tenho de mim mesma. Consigo fiscalizar-me e aos meus atos como se fosse uma estranha. Sou capaz de encarar a Anne de todos os dias sem preconceitos e sem fazer concessões, observando o que há de bom e de mau. Essa autocrítica me acompanha sempre, e, cada vez que falo alguma coisa, sei imediatamente se devia Ter falado de outra maneira ou se estava bem assim. Há muita coisa que condeno em mim. Seria uma longa lista! Cada vez mais, reconheço a verdade que havia nas palavras de papai: ‘Aos pais cabe dar conselhos e indicar caminhos, mas a formação final do caráter de uma pessoa está em suas próprias mãos.’”
15 de julho de 1944.
De O Diário de Anne Frank
“Um livro que me marcou muito quando li em 1986 foi Os Subterrâneos (1958), de Jack Kerouac, que agora a editora LPM lança em versão de bolso. É o livro que mais gosto Kerouac, escrito em três dias e três noites em uma literatura sem parágrafos.”
Mario Bortolotto, dramaturgo e diretor.


