Turismo

A heroica Cachoeira

Por Silvia Bocchese de Lima, de Pato Branco
20/10/2011 02:02
Cachoeira está a 110 quilômetros de Salvador. Tombada pelo Ins­­tituto do Patrimônio His­­tórico e Artístico Nacional é reconhecida como “Cidade Heróica”. Foi o lugar que mais recebeu escravos no Brasil e tem uma cultura muito rica, resultado da miscigenação do branco, do negro e do índio.
A cidade fica às margens do Rio Paraguaçu e sua arquitetura reúne casarões, igrejas e museus da época colonial. Teve s eu auge no início do século 18. A liderança política nas lutas pela independência, do Brasil e da Bahia, fizeram com que Cachoeira tivesse projeção nacional.
“A resistência cachoeirana contra os portugueses teve seu ápice em 25 de junho de 1822, quando o povo da cidade se reuniu e declarou Cachoeira livre de Portugal, mesmo sob a ameaça de uma escuna militar, fundeada no Rio Paraguaçu. Os habitantes das vilas e povoados do recôncavo baiano eram, na maioria, defensores da Independência”, está escrito em um cartaz da cidade.
Por isso, todo dia 25 de junho é feriado estadual na Bahia, data de muitas homenagens, inclusive à Maria Quitéria de Jesus Medeiros, uma jovem que se vestiu de homem e fingiu ser soldado para lutar contra os portugueses. Neste dia, Cachoeira torna-se a sede do governo. Considerada a segunda capital baiana, Cachoeira é berço do escritor Castro Alves e da renomada enfermeira Ana Néri.
Na antiga cadeia, reservada a presos ilustres, funciona hoje um museu, no prédio da Casa de Câmara. A cidade tem 31 mil habitantes, é produtora de fumo e açúcar, e conta com a Irmandade Boa Morte, um grupo religioso formado por negras que, entre tantas outras atribuições, era responsável pelos mortos.