Turismo

A mágica Sicília

Por Maria Francisca Guimarães, de Curitiba.
25/02/2010 03:11
A cidade, inclusive, é única. Meio grega, fenícia, bizantina, árabe e normanda, Palermo traz a influência desses antigos conquistadores em sua arquitetura, costumes e culinária. Essa mistura exótica criou uma nação à parte no pé da Itália. São quase 3 mil anos de história, contados em cada esquina, ruína, mesquita e igreja – tudo em meio ao caos urbano.
A vista da Conca D’Oro (nome dado a Palermo por se parecer com uma concha e a cor dourada dos cítricos que predominavam nas plantações), já vale uma vista a Monreale, pequena vila situada em uma das montanhas que circundam a capital da Sicília. Mas o local reserva uma atração a mais, a catedral ou Duomo di Monreale, com sua fachada de 1172 e um interior todo revestido com mosaicos dourados no estilo bizantino.
Também visitei outros lugares mágicos, como Agrigento, com seu Vale dos Templos; Segesta e Erice, esta última chamada de Colina de Deus, por estar em uma montanha muito alta. Inesquecível ainda os passeios a Marsala, conhecida por seu famoso vinho; e a Piazza Armerina, onde percorri uma vila romana com magníficos mosaicos.
Mas não é só de história que vive a Sicília. A ilha possui uma natureza exuberante e belas praias (de águas transparentes), como Cefalú, Mondello, San Vito lo Capo, Castellamare Del Golfo e Scala dei Turchi, esta última com uma formação rochosa calcária em forma de escada branca. Na parte ocidental da ilha, conheci ainda Taormina, palco de filmes famosos, entre eles Imensidão Azul, onde há um teatro grego no alto de uma montanha (o pano de fundo deste cenário é o vulcão Etna, ainda ativo e o mais alto da Europa).
Como disse Goethe em 1787: “A Itália sem a Sicília não deixa marcas na alma, a chave de tudo está aqui!”
Maria Francisca Guimarães, 51 anos, dona de casa.
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