No percurso até o hotel, descobri porque um arquiteto enlouquece por lá: há uma profusão de edifícios e construções curiosas – em forma de parafuso, hélice, sei lá mais o quê – tudo ultramoderno e reluzente. Da Marina, um dos bairros mais novos e chiques, um verdadeiro estacionamento de iates, comecei a visualizar as extravagâncias de Dubai. A começar por The Palm, o complexo de três ilhas artificiais em formato de palmeira, que abriga condomínios e redes hoteleiras.
Próximo dali, estava o ícone do emirado: Burj Al Arab, o sete estrelas banhado a ouro, com suítes e mordomos, frota de limusines e helicóptero à disposição dos hóspedes. Juntei-me à multidão que se acotovelava lá fora para bater uma foto, mas não me dei por vencido. Depois de muita negociação com o porteiro, aceitei pagar US$ 45 por um drinque no bar Junsuy Lounge, só para entrar e ver tudo aquilo de perto.
Ao lado do Burj fica um dos lugares mais lindos de Dubai, a “Veneza Árabe”, um complexo de hotéis, formado por elegantes vilas com pátios e torres de vento, cortadas por canais artificiais. Não podia também deixar de subir no Burj Dubai, o maior prédio do mundo, com 828 metros de altura, em forma de torpedo. Mesmo com ingresso comprado na hora (e superfaturado), lá fui eu. Que vista fantástica!
Na hora das compras, meu giro começou com uma visita ao Madinah Souk, uma réplica sofisticada dos antigos mercados de rua, com preços salgados para turista. Como não sou bobo, preferi gastar meus dirhams no bairro de Deira, onde estão os verdadeiros mercados que vendem especiarias, ouro, tecidos e bugigangas. Um delírio para quem gosta de bater perna, conhecer a cultura local, pechinchar e encontrar coisas diferentes. Também fizeram parte do giro consumista os gigantes shoppings. Afinal, como deixar de conhecer o Mall of the Emirates, com sua estação de esqui indoor, e o Dubai Mall, o maior shopping center do mundo.
Dalton Almeida de Oliveira, 50 anos, artista plástico.
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