Nossa viagem ao Chile começou um pouco tumultuada. Chegamos ao aeroporto de Curitiba às 6 horas do dia 1.º de novembro de 2006 para embarcarmos até São Paulo no vôo das 6h40min e, surpresa, o vôo estava atrasado e sem previsão de saída. Depois de mais de 2 horas de espera, vários cafezinhos e diversas voltas no Aeroporto Afonso Pena, finalmente entramos no avião imaginando o que nos esperaria na conexão em São Paulo.
No lotado Aeroporto de Guarulhos, “nossa conexão” tinha partido levando as bagagens. Um representante da companhia aé-rea ficou passeando conosco (alguns brasileiros e um grupo de chilenos), buscando colocação em outro vôo para Santiago – o que foi possível graças ao atraso no vôo de outra empresa. Assim, finalmente, após as 14 horas, iniciamos o último trecho da viagem.
De São Paulo para Santiago, após quase 4 horas de vôo, efetivamente começamos o passeio sendo brindados com uma das mais belas paisagens que se pode ver a oito mil metros de altura: a Cordilheira dos Andes. Ao chegarmos, à primeira vista, notamos que Santiago é uma cidade limpa e muito arborizada (também com muitas rosas) para agradar aos olhos.
Como todo bom turista, no dia seguinte, iniciamos o city tour pela capital chilena em um dia cinzento e fechado, mas sem chuva, que nessa época é escassa. Dentre outros locais, visitamos a belíssima Catedral Metropolitana, construída parte em estilo neoclássico, parte em barroco, o Correio Central e o Palácio de La Moneda (prédio neoclássico que é sede do Governo), que são paradas obrigatórias e encantam também por ficarem ao lado de arranha-céus modernos e envidraçados.
Seguindo o roteiro, visitamos o Cerro San Cristóbal (860 metros), onde está a Virgen de La Inmaculada, e de onde temos uma visão privilegiada da Cidade e da Cordilheira. À tarde, acrescentamos ao roteiro o Valle Nevado (estação de esqui a 60 quilômetros de Santiago e a mais de 3 mil metros de altura). Apesar de não ser um período propício a nevar, a neve caiu formando um cenário imperdível.
No dia seguinte, partimos para Valparaíso e Viña del Mar, com direito a visitar o Cassino, o porto e ter uma bonita visão do Pacífico, além de um almoço maravilhoso experimentando os diversos tipos de peixes servidos na região.
Os vinhedos também mereceram nossa atenção, seja pela degustação, pelas informações sobre os vinhos, por serem famosos, ou pelo simples passeio em um local agradabilíssimo. No retorno, paramos em um local para experimentarmos os empanados, muito famosos na região. Os passeios para compras não foram esquecidos, como na Aldeia de Vitacura, com opções de presente em peças de cobre, e a bela pedra lápis-lazuli que encanta todos os turistas.
Eis que novamente estávamos no Aeroporto Comodoro Arturo Merino Benítez de Santiago, de onde iniciamos nosso retorno ao Brasil. Do alto, mais uma vez, deliciamo-nos com as Cordilheiras dos Andes, com sua “neve eterna”. Nem bem havíamos saído do Chile e já estávamos com saudades daquela terra de tantos e be-los contrastes.
Colunistas
Agenda
Animal


