Depois de (re)visitar a capital francesa, compre uma passagem de trem – melhor ainda se for de TGV – e tome o rumo Sul. Como destino para seu desembarque, escolha Avignon ou Aix-en-Provence: uma delas será a “cabeça de ponte” para, a partir dali, fazer excursões de um ou dois dias na região.
Para aproveitar o tempo, o ideal é alugar um carro. Saindo da Cidade dos Papas ou da “Cidade das mil fontes”, capital da Provence no século 12, é possível descobrir uma das mais belas regiões da França. O verão é a época da florada dos campos de lavanda ou lavandine, que só ocorre nos meses de junho e julho. Mas as altas temperaturas e a lotação de turistas em ruas, hotéis, restaurantes, lojas e museus pode ser um desconforto. Nas estradas asfaltadas, é época de tantos carros quantos os que você enfrenta todos os dias em sua cidade. Também há movimento nas pitorescas estradinhas secundárias, com carros e rebanhos de ovelhas e cabras sem pressa, passeando pela rodovia. É difícil ultrapassar em curvas fechadas e circular e estacionar nas ruelas de cidades e aldeias, que merecem algumas horas de visita.
Avignon
Se estiver na região numa segunda-feira, dia de marché (feira) – pode-se contar com um excelente mapa das dezenas de Foires et marchés de toda a Provence – prove os melões comprados nas ruas de Cavaillon. Em Orange, no rastro dos romanos, o deslumbramento fica por conta do Teatro Antigo, o mais bem conservado do mundo romano ocidental, cujo grande semicírculo pode receber 9 mil espectadores; e o Arco do Triunfo do século 1.
Saint-Rémy-de Provence os-tenta, com orgulho, o monastério de Saint-Paul de Mausole – onde Van Gogh permaneceu por um ano –, e mostra 20 excepcionais reproduções de seus 143 óleos e mais de 150 desenhos. A Pont du Gard, de 2 mil anos, consta na relação de patrimônios mundiais da humanidade.
Os vinhedos de Tavel e Lirac levam a Chateauneuf du Pape para degustação de vinhos e a contemplação de parreirais, que desde os tempos romanos existiam em Château Mont-Redon. Há ainda a pequena Roussilon, encarapitada entre penhascos e estradas sinuosas, famosa pela argila ocre, presente em tudo: casas, muros, estradas.
Debruçada sobre rochas, a aldeia medieval de Baux-de-Provence é considerada uma das mais bonitas da França. De lá, siga em busca da beleza dos campos de lavanda que enfeitam a Abadia de Senanque.
Aix-en-Provence
O passeio pode começar pelo antigo estúdio de Paul Cézanne, natural da Provence. Na cidade de Manosque, vale visitar a fábrica dos produtos L’Occitane. Lourmarin e Menerbes, citados no livro Um ano na Provence, de Peter Mayle, também são opções de roteiro.
Uma esticada maior até Marselha – a segunda maior cidade francesa, cuja existência se deve aos gregos (no seculo 7) – sempre foi uma porta aberta para o mar. A visita pode ser de carro, ônibus, trem (o TGV que sai de Paris rumo ao Mediterrâneo passa por muitos pontos notáveis da Provence).
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