Para atrair a clientela, muita simpatia. Que o diga o comerciante Antonio Quintas Filho, 83 anos, que acompanhava o pai português – fundador da banca em 1933 – na infância e ainda hoje administra o boxe que é o único a preservar a antiga fachada de mármore. Mesmo em épocas em que se procura um estilo de vida mais light, Quintas conta que os derivados de carne de porco encontram fregueses cativos e até curiosos. “Recebo muitos estrangeiros em busca de produtos para a nossa tradicional feijoada”, informa.
Quem passa pelas bancas de frutas dificilmente rejeita uma prova oferecida pelos feirantes. Uma das frutas da moda no Mercadão é a pitaia. Originária do México e com um suposto poder afrodisíaco, a fruta sai por R$ 38 o quilo. O gosto é semelhante ao do melão e a cor parecida com a da beterraba. O chef internacional Patrick Ferry é um dos adeptos da fruta nas sobremesas assinadas por ele.
Por muitos anos, o Mercado Municipal foi visto apenas como uma central de abastecimento, mas aos poucos ganhou um olhar voltado ao turismo pela administração feita pela prefeitura de São Paulo. Numa grande reforma, realizada em 2004, foi construído um mezanino com dois mil metros quadrados para abrigar oito restaurantes. Com ele, os visitantes ganharam um espaço mais confortável para um lanche rápido ou um happy hour. Desde o começo deste ano, há uma central de informações turísticas, onde é possível obter folhetos com receitas que levam os ingredientes vendidos no local.
Serviço:
Mercado Municipal de São Paulo. Rua da Cantareira, 306, Centro. Aberto de segunda a sábado, das 6 às 18 horas, e aos domingos, das 6 às 16 horas.
A jornalista viajou a convite da Gol Linhas Aéreas e Sofitel Hotéis
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