O município tem uma extensa orla, além de inúmeros fortes, museus históricos e igrejas seculares. Entre as praias localizadas no interior da Baía de Guanabara, destaque para a de Icaraí, de onde avista-se o Corcovado e o Pão de Açúcar; e a de Boa Viagem, que traz em seu morro o atual cartão-postal de Niterói: o Museu de Arte Contemporânea (MAC), projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Já a Praia de Charitas – pontilhada de bares, restaurantes, casas, noturnas e quiosques no calçadão – é frequentada por desportistas aficionados em windsurf e esqui-aquático, além de ser local de pouso de praticantes de voo livre.
Entre as praias oceânicas, a de Itaipu é uma das mais primitivas, mas hoje começa a ser muito procurada pelos surfistas. Possui colônia de pescadores, uma igreja do início do século XVIII e o Museu de Arqueologia. Já a Praia de Camboinhas é muito frequentada pelos amantes da pesca de arremesso e pelos velejadores. Sua orla é repleta de quiosques especializados em frutos do mar e petiscos, servidos em mesas à beira-mar.
Niterói também tem inúmeros fortes abertos à visitação, como o do Imbuí e Barão do Rio Branco, localizados na Praia de Fora e construídos em 1567; e a Fortaleza de Santa Cruz, de 1612, que protegia a entrada da Baía de Guanabara. Entre as igrejas coloniais da cidade, vale a pena visitar a de Nossa Senhora de Boa Viagem, localizada a alguns metros do Museu de Arte Contemporânea. No último fim de semana de cada mês, logo cedo, é oferecido um café da manhã para os fiéis e visitantes.
Espetáculo
Antes mesmo de chegar a Niterói, a travessia entre o Rio e a cidade, seja de carro, pela ponte, ou pelas barcas que saem do centro da capital, já é um espetáculo. As diversas ilhas e colônias de pescadores acompanham o visitante até o seu destino. O modo de vestir também é peculiar: ou estão de chinelo de dedo, ou de terno e gravata.
E não é difícil encontrar cariocas que trocaram a Cidade Maravilhosa por Niterói. É o caso do casal de médicos Mirna, 35, e Cláudio Calazans, 38. Eles moram há 10 anos na Lagoa de Piratininga, um bairro em frente à praia do mesmo nome, banhada por águas oceânicas. Mirna conta que a família optou por morar em Niterói por causa da violência crescente do município vizinho. “Não conseguíamos mais sair e nos sentíamos inseguros no Rio”. Nos fins de semana, a família aproveita as opções gastronômicas da cidade ou vai à praia com os filhos.
Legado do mestre Niemeyer
“Um pássaro branco a se lançar sobre o céu e o mar de Niterói”. Essa foi a definição dada pelo arquiteto Oscar Niemeyer ao Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, no morro da Praia de Boa Viagem. Quem vê a obra de longe, imagina um disco voador sobrevoando o mar azul. O MAC faz parte de um projeto urbanístico-arquitetônico – denominado Caminho Niemeyer – que inclui dez obras, sendo que cinco delas já estão concluídas: o museu, a Praça JK, o Memorial Roberto Silveira, o Teatro Popular de Niterói e a Estação das Barcas de Charitas. Depois de Brasília, Niterói é a cidade que mais possui obras do arquiteto de 102 anos.
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