Localizada entre Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), duas das mais turísticas capitais brasileiras, a capixaba Vitória é ofuscada e acaba sendo esquecida pelos viajantes. Mas a discreta cidade tem muito a oferecer. A começar por sua história, já que a capital do Espírito Santo é a terceira mais antiga do Brasil – foi fundada em 1551.
Um passeio cuidadoso pelas ruas de Vitória leva o visitante de volta no tempo. Em frente à Praça Costa Pereira, o coração da cidade, basta subir a escadaria São Diogo – uma das muitas que ligam as partes alta e baixa da capital – para se chegar a vários casarios antigos. Destaque para as chamadas Duas Casas, na rua José Marcelino, sobrados originais do período colonial.
Se você gosta de conhecer igrejas, há algumas paradas obrigatórias. A primeira é a de Santa Luzia, a mais antiga de Vitória, construída no século 16 em pedra e cal de ostra e coberta com telhas de barro. Outra é a Igreja do Rosário, edificada em 1765 e tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1994. A visita fica mais interessante se for feita no dia 27 de dezembro, quando sai de lá a procissão de São Benedito, a mais tradicional da capital. Por fim, mais nova mas não menos importante, a Catedral Metropolitana de Vitória, construída no início do século 20, destaca-se por seu estilo neogótico.
Outras construções históricas merecem ser visitadas. Um exemplo é o Palácio Anchieta, erguido por padres jesuítas, no século 17. Situado na Cidade Alta, de frente para Baía de Vitória, o palácio guarda o túmulo simbólico do padre José de Anchieta e desde o século 18 é a sede do Governo do Estado do Espírito Santo.
Mas se o tempo estiver bom (o que não é difícil, já que o clima de Vitória é um dos melhores do Brasil, com sol até no inverno) e bater aquela vontade de pegar uma praia, as opções são muitas. Vitória é uma das três capitais insulares no Brasil, ou seja, tem praia para todos os lados – são 92 praias. Para quem curte uma pescaria, a dica é a Praia do Canto, onde ocorrem campeonatos de pesca oceânica. Lá foram conquistados dois recordes mundiais de pesca: o maior Marlim Azul, com 636 quilos, em 1992; e o maior Marlim Branco, com 82,5 quilos, em 1979.
Para ver e ser visto, vá à praia Curva da Jurema, na parte leste da capital. De dia, as águas são tranqüilas e de lá se tem uma bela vista das ilhas do Boi e do Frade – há 34 ilhas no arquipélago a que Vitória faz parte. De noite, a Curva da Jurema é point de badalação. Para deitar na areia e descansar, a calma praia da Castanheira, na ilha do Frade (ligada à Vitória por uma ponte), é uma boa opção.
Mas é na porção continental da cidade que fica a praia mais popular de Vitória, a urbanizada Camburi. Por lá, depois de uma boa caminhada à beira-mar, vale a pena parar em um dos restaurantes para comer a mais famosa iguaria da gastronomia da região: a moqueca capixaba.
Serviço : Capela de Santa Luzia: Rua José Marcelino s/n.º, Cidade Alta – Centro; fone (27) 3222-3219; funciona de segunda a sexta das 8 às 18 horas. Igreja do Rosário: Rua do Rosário – Centro; fone (27) 3222-0387; funciona de terça a sexta das 8 às 17 horas. Catedral Metropolitana: Praça D. Luiz Scortegagna, Cidade Alta – Centro; fone (27) 3223-0590; abre de segunda a sexta, das 8 às 11 horas e das 14 às 19 horas, aos sábados e domingos, das 8 às 11 horas e das 17 às 19 horas. Palácio Anchieta: Praça João Clímaco, s/n.º, Cidade Alta – Centro; fone (27) 3321-3500; funciona de terça a domingo, das 12 às 17 horas.
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