Turismo
Orlando, (EUA) – Para parte dos pais, os parques da Disney não são lugar para crianças muito pequenas. As de colo são um transtorno: carrinhos, fraldas, mamadeiras e chupetas. Entre 3 e 5 anos, elas não conseguem andar os quilômetros do parque, querem comprar tudo, pedem para ir ao banheiro depois de ficarem um tempão na fila e quando já estão quase na entrada dos brinquedos. A multidão é potencial rota de fuga, alguns brinquedos têm altura mínima… Como se não bastasse, a memória é discutível: do que exatamente uma criança de 5 ou 6 anos consegue se lembrar depois que cresce?
Ledo engano. Na terra dos sonhos, a única coisa que tem idade é o próprio parque: o Walt Disney World Resorts completa 40 anos no dia 1. º de outubro. Aos visitantes, a faixa etária exigida é a que permite acreditar na fantasia, tenha 2, 15, 40 ou 70 anos. Essa é a hora certa de conhecer o lugar onde os sonhos acontecem, como diz o slogan do parque.
Entrar pelos portões da Disney, em Orlando, é deixar para trás o mundo real e mergulhar em outro onde quem manda é a imaginação. A magia começa na estação ferroviária, uma réplica do lugar onde Walt Disney teve seu primeiro emprego, ainda adolescente. Ao longo da Main Street USA, a charmosa rua principal, observe as lojas de lembrancinhas e lanchonetes. É nessa passarela que Mickey Mouse e sua turma desfilam todos os dias, sob fogos de artifício e show de luzes.
Para aproveitar tudo o que o parque oferece, observe os símbolos que estão ao lado de cada brinquedo: o fone de ouvido indica que o turista brasileiro pode solicitar o aparelho tradutor. Mapa na mão, pegue uma caneta para anotar os brinquedos imperdíveis ou mais desejados, trace a rota e pé na tábua!
Roteiro organizado ajuda na exploração do Magic Kingdom
Ao final da Main Street, brilha reluzente o símbolo do Magic Kingdom: o Castelo da Cinderela. Ele fica no centro do parque e é palco de várias atrações durante o dia. É o ponto de referência. Dali, o visitante tem acesso aos diferentes setores, com brinquedos para todas as idades com os temas da região, restaurantes, lanchonetes, banheiros, e um sem fim de lojas com as mais variadas lembrancinhas.
A Adventureland – localizada do lado esquerdo de quem está de frente para o Castelo – simula uma aventura por terras selvagens e desconhecidas. A principal atração é o brinquedo Piratas do Caribe, um passeio de barco com direito a bonecos que parecem reais e a uma aparição do capitão Jack Sparrow no final. A propósito, foi o brinquedo, que existe desde a década de 70, que deu origem ao filme, e não o contrário. Dificilmente as crianças saem da brincadeira sem uma espada ou lenço “a La Sparrow”, adquiridos nas lojinhas de lembrancinhas que existem no fim de cada atração. Nessa área também há o Jungle Cruise (um passeio de barco), O Tapete Mágico do Alladin e uma casa na árvore.
A Frontierland (terra da fronteira) lembra o Velho Oeste. Alí estão dois dos brinquedos mais legais do parque, no estilo montanha-russa: a Big Thunder Mountain, que simula um passeio veloz de um trem desgovernado por uma mina abandonada; e a Splash Mountain, um passeio que parece inocente até terminar com uma grande queda na água – delicioso, principalmente nos dias mais quentes! Vale a pena pagar US$ 10 pela foto feita no exato momento em que o carrinho começa a despencar.
Próxima parada: a região da Liberty Square, a parte mais patriota do parque. É lá que fica The Haunted Mansion, que inspirou o filme A mansão mal assombrada, com Eddie Murphy. Mais divertido do que assustador. Imperdível também é The Hall of Presidents, uma galeria com robôs que imitam os presidentes dos Estados Unidos, de Abraham Lincoln a Barack Obama.
Na Fantasyland, a maioria dos brinquedos é voltada para as crianças menores. Mesmo assim, difícil encontrar o adulto que não se emocione com o Mickey’s PhillarMagic, um cinema 3D em que o rato é o maestro de uma orquestra maluca com os principais personagens da Disney, como o Pato Donald, Sininho, Simba e Alladin. Aqui também o visitante voa com Peter Pan na noite iluminada.
No fim do contorno do Castelo, chega-se à Tomorrowland, onde o futuro e a ciência são homenageados. Tiro a alvos móveis com o laser de Buzz Lightyear e uma sessão de tele-transporte com Stitch são divertidos. Mas nada é comparado às sensações da Space Mountain, uma montanha-russa espacial totalmente no escuro, num local fechado com céu estrelado e muito neon.
Paradas
A peregrinação pelo parque pode ser interrompida a qualquer momento por personagens passeando ou em algum carro temático. Os bonecos param, dão autógrafos e as crianças deliram. Melhor do que isso, só as paradas oficiais. Mesmo pouco disposto a assistir o cortejo, espere só quando Mickey e sua turma começarem a passar na sua frente. No Magic Kingdom, há duas paradas, uma de dia – Celebrate a Dream Come True – e outra à noite – Main Street Electrical Parade. Ambas imperdíveis.
Não pense que a brincadeira acaba com o fim do dia. Quando o sol vai embora, o Castelo da Cinderela começa a ganhar novas cores. É o espetáculo Wishes: narrado pelo Grilo Falante, a história, de 12 minutos, o show fala sobre a transformação de desejos em realidade. Já no começo, Sininho voa sobre o público. Melodias clássicas da Disney são interpretadas pelos personagens enquanto luzes enfeitam o céu e fogos explodem sobre o Castelo da Cinderela. Todos choram, independente da idade.
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