Mas ai veio uma sucessão de decepções. Durante nosso tour, nos surpreendemos com muita sujeira e, principalmente, com o descaso do governo com o patrimônio histórico único do país. Também foi perturbador ser, sistematicamente, abordado por todo tipo de pedinte.
Tudo no Egito, na realidade, funciona à base de “gorjetas”. Na chegada, por exemplo, o guia nos cobrou uma “taxa” de US$ 50 por pessoa, a título de gorjetas futuras para visitas aos monumentos. Já os guardas encarregados da segurança dos monumentos até parecem solícitos, num primeiro momento, ao convidar o turista para tirar uma foto, mas logo depois cobram pelo serviço. Além disso, se quiser dar uma volta de camelo, combine antes o preço do passeio e o valor da foto. Caso contrário, poderá ser surpreendido com a cobrança de um valor extra para que o ajudem a descer do animal.
O hotel onde ficamos, no Cairo, era muito bom. Fica praticamente ao lado das pirâmides, porém o inconveniente é ser longe do aeroporto e do centro da capital, onde existem mais opções de passeios e compras. Nos restaurantes, antes de pedir uma cerveja, pergunte se é servido álcool, pois a ingestão dessas bebidas é proibida pela religião local.
Mas nem tudo é decepção no Egito. Ao contrário. Os passeios são sensacionais e os monumentos, alguns com mais de cinco mil anos, impressionantes. Os guias, por sua vez, conhecem bem toda a história e há muito a ser visto. Apesar de tudo, vale à pena visitar aquele exótico país africano.
Atilio Rocco Neto, 55 anos, empresário
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