Turismo

Onde o vento faz a curva

Giovani Ferreira
05/04/2007 22:15


Capital da província de Western Cape, a Cidade do Cabo tem uma beleza ímpar: praias belíssimas e uma arquitetura européia.
Com paisagens de tirar o fôlego, a moderna e elegante Cidade do Cabo, destino de 60% dos turistas que vão à África do Sul, compara-se ao Brasil na beleza das praias e à Europa na arquitetura, uma herança dos ingleses. Capital da província de Western Cape, o nome tem relação com o Cabo da Boa Esperança, que em 1488 foi chamado pelo navegador português Bartolomeu Dias de Cabo das Tormentas. Porém, pela facilidade que a rota proporcionava para chegar às Índias, a denominação mudou, com a passagem de outro português, Vasco da Gama. Também é ali que uma linha imaginária divide aos oceanos índico e atlântico.
É possível chegar de carro muito próximo do Cabo da Boa Esperança. Mas para se ter uma visão mais abrangente, é preciso subir a montanha do Cape Point, de bondinho ou por uma escadaria. Controlado pelo poder público, o local integra o complexo do Parque Nacional da Montanha da Mesa, a Table Mountain, cartão postal de Cidade do Cabo. A 1.080 metros do nível do mar, do alto é possível uma vista bastante generosa de toda a cidade. No topo, as trilhas de acesso liberadas para caminhada somam quase 2 quilômetros. Como no Cape Point, um moderno bondinho, com base giratória, facilita a vida dos turistas. Os amantes do turismo de aventura fazem um dos trechos (subida ou descida) a pé. É o turismo feito a partir de referências históricas e geográficas que despertam a curiosidade e aguçam a imaginação do visitante.
Paulo Liégio, brasileiro em turismo em Cidade do Cabo, comparou a beleza da cidade ao Rio de Janeiro. Mas logo em seguida foi repreendido pelo seu guia: “Isso seria impossível, porque são belezas ímpares, cada uma com suas peculiaridades”. O turista se mostrou impressionado com o que definiu de “composição mágica” de cidade, mar e montanhas, que transformam a cidade quase que em uma ilha.
As praias mais badaladas são a Camps Bay e a Clifton Bay, com inúmeros bares, cafés e restaurante. Muita gente na rua e na areia, mas pouca no mar – a água nunca atinge temperatura acima dos 20ºC. Algumas dedicadas à prática do topless e outras aos esportes náuticos.
Rotas
A cidade oferece quatro rotas turísticas distintas: dos Jardins, que inclui um jardim botânico com 9 mil espécies da África do Sul; Vinhedos; Cabo da Boa Esperança e Cidade. Para conhecer todos os lugares, o pacote mínimo sugerido é de quatro dias. A opção pode ser pelas vans das agências de viagens ou então pelos ônibus de dois andares, estilo inglês, adaptados para transportar turistas. Em praticamente todos os lugares, parques e passeios, o acesso é cobrado. O custo médio do ingresso fica em torno de 50 a 100 rands.
No complexo de montanhas ainda ganham notoriedade a Cabeça de Leão (Lion’s Head), o Pico do Diabo (Devil’s Peak) e o monte Doze Apóstolos, estruturas rochosas em meio às praias e áreas residenciais.