Uma das atrações da região é a farta cultura indígena. Em Campo Grande mesmo o turista pode conhecer o artesanato dos dois principais grupos do estado, terera e kadiwéu, na Casa do Artesão.
Em Aquidauana é possível visitar as próprias aldeias indígenas, como Passarinho e Cachoeirinha, situadas a poucos quilômetros do centro da cidade. Por ali há vários hotéis-fazenda e programas mais ousados como boia-cross e rapel. “Tem passeio para uma semana”, avisa a guia de turismo Christiane Ramos.
Na cidade de Miranda, ponto final do trem, um memorial indígena também apresenta o artesanato e bijouterias feitas pelos tereras. Há 26 hotéis-fazenda na região, com passeios que incluem cavalgadas e rotas equestres (seguir comitivas pantaneiras), focagem noturna (observação de animais à noite), pesca esportiva, escalada, grutas, “voo” de tirolesa, cachoeiras, arvorismo e observação de pássaros. Para cavalgadas na serra da Bodoquena, uma das opções é a pousada Betione, onde há 41 cachoeiras.
Para conhecer mais de um lugar ao mesmo tempo, a pousada Águas do Pantanal agencia voos panorâmicos de cerca de uma hora. Outra opção são os programas de day-use (para passar o dia e almoçar), como o passeio até a cachoeira Boca da Onça. Nas pousadas São Francisco e Caiman, vale a pena hospedar-se e aproveitar safáris e passeios a cavalo com guias mateiros. Essa última é a opção para quem quer luxo até no meio do mato.
Para ver animais bem de perto, uma ideia é ficar na pousada Cacimba de Pedra-Reino Selvagem, onde há criação de jacaré precoce (selecionado para crescer mais rápido para o abate). São entre 12 mil e 18 mil animais, o que permite não só avistá-los de perto, mas também segurar um filhotinho na mão (só para os mais corajosos). O restaurante da pousada é especializado em pratos à base do réptil, que incluem até mesmo sashimi, além de isca frita e jacaré à moda do Reino, inspirado no bacalhau.
Uma esticada de 127 quilômetros leva a Bonito, que esconde outro tipo de bioma – grutas, lagoas azuis, mergulho em meio aos peixes e passeios com bote em corredeiras. Se a viagem puder alcançar Corumbá, onde o pantanal é mais alagado, é possível fazer passeios de pesca ou turismo nos hotéis-barco, conhecidos como “chalana”, e conhecer o Museu de História do Pantanal.
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Serviço
Opções de hospedagem a partir de junho. Valores por pessoa em quarto duplo e single, com pernoite, alimentação e passeios.
Em Aquidauana: Baía das Pedras – R$ 314 e R$ 362.
Em Miranda e região: Aguas do Pantanal – R$ 155 e R$ 120 (só oferece café-da-manhã) / Cacimba de Pedra – R$ 200 e R$ 270 / São Francisco – R$ 285 e R$ 380 / Refúgio Ecológico Caiman – R$ 657 e R$ 1.302.
Em Bonito e região: Boca da Onça – R$ 110 – Day-use / Zagaia – R$ 453,75 (para casal) e R$ 348,75, sem almoço / Betione – R$ 165 e R$ 235.
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