Outro em que a estrutura física pode ser uma boa razão para esquecer as horas, é o Aeroporto Internacional de Belém, no Pará, que tem arquitetura futurista e o interior ornamentado com plantas da região amazônica, todas cercadas por uma fonte – capaz de imitar o barulho das chuvas que caem todos os dias na região.
Fora do Brasil, as opções são bem mais variadas e luxuosas. No Aeroporto Internacional de Schiphol, em Amsterdã (Holanda), o passageiro pode escolher entre uma aposta no cassino ou uma volta pela galeria de arte.
O Hong Kong International, na China, é considerado o melhor aeroporto do mundo. Um de seus maiores destaques é o Regal Airport Hotel. Mas são os 70 restaurantes e quiosques de comidas que encantam os turistas em trânsito. A maioria, claro, é de comida oriental, como o vietnamita Green Cottage e o chinês Ah Yee Leng Tong. Mas o italiano Grappa’s, com música ao vivo e boa carta de vinhos, também é uma ótima pedida.
Se, por um lado, a oferta de alternativas e serviços é positiva para eliminar o tédio de quem espera o voo, por outro, o aumento na infraestrutura dos aeroportos poderia ser visto como uma armadilha para o passageiro em trânsito, que é levado a consumir enquanto espera ou como uma forma de fazê-lo esquecer os atrasos. De acordo com o presidente do Sindicato nacional das Empresas Aeroviárias, José Mollo, não há motivo para sentir-se enganado. “A prestação de serviços de lazer em aeroportos aumenta a arrecadação. São responsáveis por até 40% da arrecadação total dos aeroportos. No Brasil, a área comercial é de responsabilidade da Infraero. Nada tem a ver com as empresas aéreas, que poderiam ter atrasos ou outros imprevistos”, explica.
Porém, Moro observa que há um desequilíbrio na distribuição da área comercial dos aeroportos brasileiros e que o espaço para serviços essenciais acaba ficando limitado. “As áreas de restaurantes, lojas, shoppings precisam existir, mas é preciso também que o aeroporto tenha uma boa área para check in, bagagens, sala de embarque de passageiros e outros serviços essenciais que muitas vezes têm espaço precário”.
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