Comportamento

A espera

Adriano Justino
13/11/2006 00:08
Aos 44 anos, a analista de custos Angela Maria Patulski não havia encontrado “ninguém interessante” para compartilhar com ela o sonho da maternidade. “Como não sou a favor de produção independente, resolvi partir para a adoção”, conta. Em março do ano passado, entrou com a documentação pedindo a habilitação. Em julho, recebeu a carta dizendo que estava aprovada. Pouco tempo depois, começou a namorar com o amigo das corridas de rua Nilson Merkle, 39. “Quando a pedi em namoro, ela me explicou a situação. Pensei direitinho e resolvi anexar meus documentos ao processo dela. Sempre quis formar uma família, mas ainda não tinha achado a pessoa certa”, explica o rapaz.
De casamento marcado para o ano que vem, o casal está terminando de construir uma casa, onde o quarto da filha – eles decidiram por uma menina de até 3 anos – já está quase pronto. A espera, diz Angela, é difícil. “Procuro não ficar o tempo todo pensando nisso. Tento pensar que já fiz minha parte e não depende mais de mim, mas não é assim que funciona. Cada vez que vemos uma menininha, pensamos se ela já nasceu, se está sendo bem cuidada. Peço sempre a Deus que esteja ela onde estiver, cuide dela para mim.”