Quando não estava trabalhando como secretária ou na limpeza de alguma empresa, fazia e vendia salgados e passava as noites no supletivo – buscava completar o ensino médio para conquistar um emprego melhor. Os filhos, sempre acostumados com a presença da mãe, tiveram que se adaptar. “Às vezes eles ficavam com a minha mãe ou, quando a luz estava cortada, iam à casa de colegas para estudar”, conta. Há quatro meses Gladis passou a receber pensão do ex-marido e, com o salário, considera que finalmente saiu do sufoco. “Mesmo com mais dinheiro no final do mês, não mudei. Ensinei meus filhos a não valorizar modismos, a não desperdiçar dinheiro, comida ou roupa e a controlar os impulsos de compra. Só dessa maneira foi possível fugir das armadilhas e acreditar em um futuro mais tranquilo”, diz.
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