Quem cuida de quem? (foto 2)
Em meia hora Anna Gozlan, 30 anos, brincou de roda com a pequena Liora (1 ano e 6 meses), providenciou o pão que estava sendo requisitado pela menina, resolveu questões do trabalho, conversou com o marido Eric, falou com carinho das amigas e das suas funções como filha e ainda arranjou tempo para ficar linda para nossa sessão de fotos. Você ainda tem dúvidas sobre o que ela quer de presente? “Uma semana em um spa maravilhoso, em que todo mundo cuide de mim!” Eric ouviu e perguntou se a viagem que farão em pouco tempo não vale como presente. “Vale, sim”, responde rindo. Sobre a maternidade, ela se diz mais madura e muito mais preocupada em ser uma pessoa boa para servir de exemplo para à filha. “Mas ainda assim sou muito mais feliz”, diz ela, que revela a vontade de ter logo, logo mais um filho.
A quem interessar possa, a empresária Rachel Siviero, 47 anos, avisa que a maternidade é cheia de fases. Tem a do grude, da supermãe, da mãe carrasca, da mãe companheira… Aliás, é nesta última que ela se encontra. “Somos três pessoas livres que escolheram viver juntas. Eu, a Joana de 21 e o Francisco de 19. A esta altura não dá para dizer o que eles devem ou não devem fazer. É preciso conversar mais, ser mais amiga e menos repressora”, diz. De presente, ela gostaria de mais tempo com os filhos – até porque morar juntos não significa vê-los sempre. “Se desse para fazermos uma viagem juntos, ótimo. Se não, pode ser um passeio. Vale qualquer mar, qualquer montanha, qualquer lugar cheio de paz.”
As descobertas (foto 4)
Vivianne teve a primeira filha na capital portenha. “Eu estava longe de tudo, tinha medo que minha vida mudasse para pior e não consegui me sentir mãe quando ouvi o coração da Valentina na ecografia. Só me dei conta com o passar do tempo, quando eu só tinha a barriga como companheira”, brinca. “Na hora do olho no olho tudo fez sentido e eu entendi que tinha valido à pena.” A prova de fogo veio com Maria Antônia, que nasceu prematura. “Descobri que daria qualquer coisa para ficar no lugar dela, para não vê-la sofrer. Acho que isso me fez me sentir mais mãe do que nunca.”
Quando estava tudo nos conformes, filhos crescidinhos, casa em ordem e tempo de sobra até para cuidar de si mesma, a vendedora Joicelaine de Oliveira Martins, 35 anos, percebeu que já não lembrava como eram seus filhos pequenos. “Onde eu estive esse tempo todo? Trabalhando, oras. Quando eles nasceram eu era muito nova, precisava tocar a vida. Só que pensar nisso acabou despertando o meu instinto maternal”, diz ela, que depois de Lucas de 13 e Rafaella de 12, teve Manuella, de 3. “Parecia a minha primeira filha, com a diferença que agora eu tinha os dois pra me ajudar.”
E o presente? “Bom, se não vale beijo, abraço e saúde, que venha um convite para um passeio para algum lugar que eu goste muito…”
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