Andam dizendo que Brad Pitt se arrependeu de trocar a boa moça Jennifer Aniston pela temperamental Angelina Jolie. A senhora Pitt teria tido – com o perdão do trocadilho – um “piti” e jogado uma taça de vinho no marido durante uma discussão. O triângulo já até dividiu os americanos, que tomavam partido de uma e de outra com camisetas estampadas com os rostos das atrizes. Homens se antecipam dizendo que, com eles, Angelina não se criaria. Elas – com cara de anjos – juram obediência em troca do amor do ator, é claro… Transferindo o impasse romântico do lar de Sr. e Sra. Smith para a vida real, fomos atrás de opiniões masculinas sobre o temperamento ideal de uma mulher. Afinal, eles gostam mais das boazinhas?
A primeira constatação é que, colocado de um modo mais prático, o tema não apetece muito. Afinal (ainda bem!), continuam valendo as leis naturais, encontrar as características misturadas, ainda que haja alguma quedinha pelas temperamentais… “Num primeiro momento elas (as ‘loucas’) são mais atraentes. Mas com o tempo, não oferecem segurança e isso cansa um pouco”, comenta o médico Jorge Eduardo Albino, 32 anos, enamorado há 10 meses por uma moça delicada, feminina, mas decidida e prática. “Acho que a princesinha, que sonhava com um príncipe e uma vida certinha, monótona, já não dá mais. A passividade é o problema. Não dá para imaginar uma relação em que um só conduz, um só decide”, diz ele, que, por outro lado, entende que temperamento forte demais – tão apaixonante no começo – pode ser o algoz da relação.
Segundo a psicóloga Josete Cesarina Tulio, muitos, depois de uma série de namoradas temperamentais, querem “a sorte de um amor tranqüilo”. Será? “A gente se engana quando pensa que decide as coisas pelo que quer e não pelo que precisa”, diz. Para ela, é natural a busca pelo equilíbrio. Uma pessoa mais calma precisa de alguém mais forte, para promover o crescimento da relação. “Há homens que procuram mulheres cuidadoras, acolhedoras, maternais para uma relação estável. Outros esperam viver paixões com as loucas, capazes de virar a mesa”, afirma.
Nem tanto ao céu…
A publicidade decretou o fim do mundo da família margarina. E, segundo a psicóloga e psicoterapeuta de família e casais Cleia Oliveira Cunha, o tempo dos homens durões e das mulheres boazinhas também já se foi. “Foi assim por muito tempo e deu pra ver que não deu certo. A dualidade é o novo caminho”, diz ela. “Tem gente que tem bom astral, o que não quer dizer que seja boazinha a ponto de permitir tudo. Há outros que não querem brigar para ficar na zona de conforto. Dentro de nós há sempre o bom e o mau juntos”, comenta.
Essa busca, no entanto, suscita uma opinião machista, mas que ainda define o comportamento de vários homens. “É a velha história de que a mãe dos filhos não pode ser a melhor amante. Como dizer isso depois de se falar tanto de sexualidade, direitos iguais e prazer dos dois? E quanto se perde em não aproveitar o que a intimidade pode fazer pelo casal?”, questiona Josete.
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