João Malheiro conta que a noção de justiça se desenvolve na adolescência, quando o jovem começa a descobrir o outro. “É nessa fase que formamos nossos amigos verdadeiros, porque na infância as amizades são estabelecidas de forma natural.” O problema é quando os amigos ficam restritos às redes sociais, como Orkut e Facebook, porque a justiça se aprimora pela convivência entre grupos e, segundo o professor, o meio virtual oferece uma falsa impressão de amizade. Carlos Ramalhete reconhece que o valor da justiça é conturbado na adolescência porque nessa etapa da vida o jovem está se descobrindo como indivíduo justamente pela negação da alteridade. “O adolescente é injusto ao lidar com o outro, a menos que este outro seja a cópia idêntica dele”, afirma. Mas Ramalhete também explica que esta é uma tendência do ser humano em geral, não apenas dos mais jovens. “O homem é injusto por natureza, daí a dificuldade de se alcançar essa virtude.”
Levando em conta o mapa das virtudes de Aristóteles, a justiça é movida pela nossa vontade, enquanto as duas virtudes anteriores se originam na afetividade. Carlos Ramalhete explica que ela é definida pela forma com que lidamos com o próximo, no sentido de dar a cada pessoa o que ela merece segundo a ideia de igualdade. Esqueça as leis judiciárias, estamos falando aqui de cumprir com a nossa responsabilidade perante o outro, seja ele um amigo, familiar ou colega de trabalho. “Nossa sociedade tende a ver as pessoas como um número, são raros os que pensam no outro e agem com respeito e cordialidade”, afirma o filósofo. Para ele, uma pessoa justa é capaz de reconhecer a dignidade humana em qualquer cidadão, independentemente de seus atos, crenças ou classe social.
João Malheiro conta que a noção de justiça se desenvolve na adolescência, quando o jovem começa a descobrir o outro. “É nessa fase que formamos nossos amigos verdadeiros, porque na infância as amizades são estabelecidas de forma natural.” O problema é quando os amigos ficam restritos às redes sociais, como Orkut e Facebook, porque a justiça se aprimora pela convivência entre grupos e, segundo o professor, o meio virtual oferece uma falsa impressão de amizade. Carlos Ramalhete reconhece que o valor da justiça é conturbado na adolescência porque nessa etapa da vida o jovem está se descobrindo como indivíduo justamente pela negação da alteridade. “O adolescente é injusto ao lidar com o outro, a menos que este outro seja a cópia idêntica dele”, afirma. Mas Ramalhete também explica que esta é uma tendência do ser humano em geral, não apenas dos mais jovens. “O homem é injusto por natureza, daí a dificuldade de se alcançar essa virtude.”
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