A consultora financeira Ana Paula Mussi Szabo Cherobim afirma que em casos como os de Marcos, o ideal é pagar o maior montante à vista, pois as taxas de juros dos financiamentos normalmente são maiores do que a taxa de juros que as aplicações financeiras de renda fixa pagam. “Sugiro analisar o rendimento das aplicações e comparar com a taxa de juros do financiamento. Se o rendimento for menor: retirar o dinheiro das aplicações, negociar desconto no preço, em função do maior adiantamento no pagamento do imóvel. É importante deixar apenas uma parcela aplicada para emergências, com saúde ou com a perda de emprego”, afirma.
Raul Ribas lembra da alternativa de uma composição que contemple os recursos já disponíveis e uma carta de crédito de consórcio. “No caso de se optar por um consórcio, é importante que se faça uma boa pesquisa de custos, que irão variar de administrador para administrador”, diz. A reserva de uma parte do dinheiro pode ajudar Marcos a passar por períodos de economia em baixa, mas também a enfrentar gastos não previstos, como lembra Vieira. “As pessoas podem não esperar todas as contas que irão surgir quando compram uma nova casa, como gastos com mudança, imposto sobre o bem adquirido, escritura e alguns móveis novos que sempre acabam sendo necessários. Nesse caso, se há uma reserva extra isso pode ajudar a não sair do orçamento e ter que, de repente, entrar em cheque especial ou estourar o cartão por causa da nova casa”, afirma.
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