A publicitária Édima Dionísio, 29 anos, aprendeu desde pequena a escolher os produtos considerando também a validade. “Minha mãe sempre me mostrou quando algo está bom ou ruim para ser consumido, além de olhar o vencimento, prestamos atenção na maneira correta de armazenagem”, diz. A mãe de Édima, Marcília Vieira Dionísio, conta que em sua casa só entra o que tem longo prazo de vida útil. “Já sei que os mercados colocam os produtos mais velhos na parte da frente. Por isso, não me esqueço nunca de pegar o que está escondidinho lá atrás”, explica.
A técnica de colocar os produtos mais novos para serem consumidos depois deve ser seguida também nas casas. Assim ganha-se maior prazo para que os alimentos sejam consumidos. A orientação é da nutricionista e professora de Boas Práticas na Manipulação de Alimentos do Senac, Sandra Mohrer. Ela lembra que essa atitude garante não só a saúde, mas também a segurança do consumidor. “O prazo colocado pelo fabricante dá a garantia de que o produto conservado da maneira como está descrita na embalagem é seguro. Se ele levar a algum problema ou doença, pode-se entrar em contato com o serviço de atendimento do consumidor. Se o produto estiver vencido e houver algum problema, não há garantia alguma”, explica.
Febre, cólicas, dores de cabeça ou de barriga, vômito e até a morte podem ocorrer quando não se respeita o vencimento dos alimentos, de acordo com Sandra. Mas ainda há pessoas que não respeitam e até duvidam da utilidade do prazo de validade. O principal argumento é de que ao consumir produtos vencidos “não acontece nada”. Segundo a engenheira de alimentos Cinthia Spricigo, quem assume esses riscos e ainda não sofreu nenhuma complicação na saúde tem sorte. “Depende da pessoa, do organismo e do sistema imunológico de cada um. Na hora de definir uma data de vencimento, considera-se que o alimento pode ser consumido por qualquer pessoa, seja ela um adulto saudável, um bebê, um idoso ou portador de uma doença grave.”
Cosméticos
Filtro solar, cremes antirrugas, xampus e maquiagem. Esses produtos também têm vida útil pré-determinada. Para o dermatologista Luiz Carlos Pereira, chefe do serviço de Dermatologia da Santa Casa e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), os danos pelo uso de cosméticos vencidos não são tão graves quanto os causados por alimentos ou remédios. “O que pode ocorrer é não ter eficácia por causa da perda de componentes químicos”, explica. No entanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adverte que até mesmo esses produtos podem ser prejudiciais à saúde. Antes de usá-los é necessário verificar a validade, que só é segura se o produto foi acondicionado de acordo com a orientação do fabricante.
Colunistas
Agenda
Animal


