40.Cão – A Comédia da Arte dos Quarentões, última apresentação hoje, dia 12, às 19 horas. Teatro José Maria Santos, R. Treze de Maio, 655, fone (41) 3322-7150. Ingressos a R$ 14 e R$ 7 (classe artística, estudantes e idosos).
jenniferk@gazetadopovo.com.br
Crescer não é fácil. São tantas mudanças, dúvidas e angústias enfrentadas, que são poucos os que têm saudades de sua adolescência. O problema é que envelhecer também não é nenhuma maravilha. As responsabilidades, as exigências e os desafios da vida adulta podem sobrecarregar. Os problemas aliados ao aparecimento dos primeiros sinais físicos e emocionais que indicam o passar do tempo podem fazer uma pessoa que passa dos 30, 40 anos entrar em parafuso. Esse processo é mais conhecido como a crise da meia-idade, uma espécie de segunda adolescência, que acontece com homens e mulheres, independente de renda, profissão ou nível de instrução.
Enquanto jovens, pensamos no que vamos fazer. Já adultos, pensamos se tudo o que foi vivido valeu a pena. Nesta fase, carreiras são abandonadas e casamentos são desfeitos. Existe uma urgência em recuperar o tal tempo perdido e, quem sabe, começar tudo de novo.
Na peça 40.Cão – A Comédia da Arte dos Quarentões, em cartaz até hoje à noite, no Teatro José Maria Santos, dilemas como esses são vividos no palco pelos atores Álvaro Bittencourt, Rosana Stavis, Luiz Carlos Pazello e Sandra Gutierrez, todos quarentões.
Escrita por Luciana Narciso e dirigida por Anna Zétola, que também estão na casa dos 40, conta a história de quatro amigos que se reencontram depois de 20 anos. O casamento da filha de um deles acaba despertando sentimentos e questionamentos típicos dessa fase da vida.
O quarteto de atores também já enfrentou as suas próprias crises, mas superou ou estão em vias de superá-las. Com os homens, coincidentemente, aconteceu aos 30. “Eu exigia muito de mim, achava que já deveria ter alcançado o sucesso profissional, só que a realidade da nossa profissão é muito diferente. Hoje, já penso até em me aposentar, começar um nova carreira, porque ainda tenho muito tempo e muitas possibilidades”, conta Pazello, hoje com 45.
Com Álvaro, 44 anos, a situação foi semelhante. “Quando somos jovens, as coisas são muito urgentes, e eu achava que não estava fazendo nada de importante. Hoje, encaro tudo com mais tranqüilidade”, analisa.
Sandra, 44, revela que está passando pela sua crise pessoal, mas aprendeu a se aceitar mais. “As pessoas têm tudo, mas criam uma expectativa muito grande e não se satisfazem”, reflete.
Rosana, 43, nem teve tempo de se preocupar com a chegada da maturidade, pois precisou se ocupar com os cuidados da filha, hoje com pouco mais de 1 ano. “A gravidez foi inesperada, mas muito bem vinda. Chegar aos 40, para mim, representou plenitude. Crises a gente tem durante toda a vida, mas hoje acredito que sou uma pessoa melhor. É importante se colocar jovem para não envelhecer”, acredita.
Serviço: Sheila Rabuske (psicóloga) – Associação de Logoterapia Viktor Emil Frankl, fone (41)3233-9101, sheilarabuske@uol. com.br.
40.Cão – A Comédia da Arte dos Quarentões, última apresentação hoje, dia 12, às 19 horas. Teatro José Maria Santos, R. Treze de Maio, 655, fone (41) 3322-7150. Ingressos a R$ 14 e R$ 7 (classe artística, estudantes e idosos).
40.Cão – A Comédia da Arte dos Quarentões, última apresentação hoje, dia 12, às 19 horas. Teatro José Maria Santos, R. Treze de Maio, 655, fone (41) 3322-7150. Ingressos a R$ 14 e R$ 7 (classe artística, estudantes e idosos).
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