A resposta de Demian Garcia sobre o que fazer nos 30 dias que lhe restariam estava na ponta da língua: “Viajar, é claro!”. Mas como seria passar seus últimos momentos justamente longe de quem mais ama? Uma nova tentativa e a reformulação lhe pareceu mais uma “ode à felicidade”. “Eu simplesmente continuaria a fazer tudo o que já faço. Produziria mais, ficaria mais perto das pessoas, chamaria todo mundo para um jantar e nem me importaria em gastar com um vinho de R$ 300.”
Dia desses, o produtor musical havia pensado: “Como eu já tinha conhecido o Ennio Morriconi poderia morrer em paz”. Agora, com o aviso inesperado, diz que só viverá em paz na eternidade a hora em que compuser uma obra para uma orquestra. Será que a morte aceitaria uma apelação e ampliaria o prazo para que, além de compor a peça, nosso artista tenha tempo de ensaiar, comandar a apresentação e ainda ser ovacionado ao final do espetáculo? Tomara… (LJ)
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