Moda e beleza

Respeitem os meus cabelos brancos

Larissa Jedyn
27/11/2006 00:54
larissa@gazetadopovo.com.br
A chamada canice – processo de embranquecimento dos fios de cabelo – acontece com todo mundo, especialmente a partir dos 40 anos. Algumas pessoas, por conta da genética, logo sucumbem a uma vasta cabeleira branca. O alívio vem quando se descobre que há uma porção de alternativas para disfarçar a branquidão. Antes de listar as opções, no entanto, vale um esclarecimento: segundo a dermatologista Fabiane Mulinari, arrancar os fios brancos e pintar as madeixas desde muito cedo não melhoram o quadro, contrariando os ensinamentos das vovós.
Para a hair stylist e especialista em coloração Isabel Cristina Nogueira, diretora artística do Jacques Janine Curitiba, a primeira opção deve ser uma intervenção temporária, como a utilização de tonalizantes ou de luzes tradicionais ou invertidas. “O cabelo branco é muito peculiar. Ele é mais rijo, mais rebelde, pega muito bem a tinta e depois, para tirar, é um problema”, explica. Um conselho desses pode parecer um incentivo à quase regra das mulheres virarem loiras à medida que aparecem os fios brancos. Não necessariamente. O que a expert indica é que sempre se escolha, junto com o profissional, a cor que mais combine com a pele, que não vá deixar a pessoa muito pálida. Também é importante que a intervenção escolhida seja a melhor para a saúde dos fios. “E mais, fugir das tonalidades acinzentadas ajuda a fugir da cara de grisalho”, diz. A hora que os fios brancos ocuparem a cabeça toda não haverá como escapar de uma solução mais definitiva e há casos em que o retoque da raiz precisa ser feito a cada 15 dias.
Para os homens, a dica é buscar efeitos mais naturais, o que passa longe de cobrir a cabeça inteira com tinta. Além disso, como os cabelos masculinos normalmente não estão acostumados às químicas, os fios ficam mais amarelados que os femininos. Portanto, escolher a cor é uma tarefa das mais importantes. Entre os métodos de disfarce de brancos mais eficazes para eles estão os xampus tonalizantes e as mechas invertidas.
Saúde dos fios
A perda progressiva da cor é um processo natural, explica a professora de Dermatologista da UFPR, Fabiane Mulinari. No entanto, é preciso ficar de olho se isso acontece de forma irregular. Se o embranquecimento acontecer da noite para o dia pode haver alguma alteração na tirosina, enzima que estimula a pigmentação. Normalmente, o fundo dessa irregularidade é auto-imune. Uma das patologias é a alopecia ariata, quando o cabelo em algumas áreas fica falho ou clareia e acomete 1% da população.
Há, na dermatologia, algumas correntes que sugerem relação entre a imunidade – e aí poderiam ser considerados os casos de estresse – e o clareamento dos cabelos. Mas não há ainda comprovação científica para isso. Agora, se houver histórico familiar de canice precoce, é bem provável que isso se repetirá.
Serviço: Fabiane Mulinari Brenner, professora de Dermatologia da UFPR, www.sbdpr.com.br / Jacques Janine Curitiba, Rua Bispo Dom José, 2377, fone (41) 3243-5716.