A morte de uma criança de 3 anos será investigada pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, a pedido da Secretaria de Saúde de Osasco, região metropolitana de São Paulo. A criança foi vacinada recentemente contra a febre amarela, mas a prefeitura da cidade adiantou, por meio de nota, que é prematuro afirmar que a morte foi provocada pela vacina. A criança era moradora de Carapicuíba e foi atendida em hospital particular de Osasco com quadro de encefalite. As informações são da Agência Brasil.
A prefeitura informou que o laudo será feito pelo Instituto Adolfo Lutz e lembrou que a cidade não é área de risco. O município não está incluído na campanha de vacinação com a dose fracionada contra a febre amarela que teve início no dia 25.
Outros casos
No boletim epidemiológico do governo estadual divulgado em 19 de janeiro, foram confirmadas três mortes por reação à vacina da febre amarela. Todos eram adultos com menos de 60 anos e sem registro de doenças prévias. Mais seis mortes, sem incluir o caso de Osasco, estão sendo investigadas.
A vacina da febre amarela é feita com o vírus atenuado e, após a aplicação, são produzidos anticorpos que protegem contra a doença. Pelo perfil da vacina, a dose é indicada apenas para quem precisa, considerando o risco de exposição dela ao vírus da febre amarela. “Portanto, em locais urbanos, onde não há transmissão, não há motivo para expor a população a um risco desnecessário”, alertou a secretaria de Saúde de São Paulo. De acordo com o órgão, a literatura médica aponta a possibilidade de ocorrência de uma morte para cada 450 mil doses aplicadas.
Situação da febre amarela em São Paulo
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira, 29, a primeira morte por febre amarela na região de Sorocaba, no interior. A vítima é de Piedade, município da região, e teria adquirido o vírus na zona rural, segundo a Vigilância Epidemiológica municipal. Agora, já são 60 as mortes causadas pela febre amarela no Estado desde janeiro de 2017, segundo boletim divulgado pela secretaria. Desse total, 50 óbitos decorrem de casos autóctones, em que os pacientes se contaminaram no próprio Estado. Há ainda dois óbitos acontecidos em outros Estados em que as vítimas teriam se contaminado em Mairiporã, na Grande São Paulo. Outras oito mortes suspeitas estão em investigação.
Depois da confirmação da primeira morte em Piedade, voltou a crescer a procura pela vacina contra a doença nos postos de saúde da região. Nos postos de vacinação de Piedade, as filas começaram por volta das 3h30. Até as 11 horas, os estoques previstos para o dia já tinham sido aplicados. A prefeitura informou que mais de 90% da população já foi imunizada. Ações de bloqueio, incluindo a vacinação de casa em casa, foram realizadas numa área de 500 metros no entorno do local da residência da vítima. A população da zona rural, onde houve a morte de macacos, também foi imunizada.
Em Porto Feliz, na mesma região, a Secretaria de Saúde confirmou nesta segunda-feira o atendimento a um caso de febre amarela na Santa Casa local. O paciente é morador de Sorocaba, mas teria adquirido a doença durante viagem a Mairiporã, cidade da região metropolitana de São Paulo que já registrou seis mortes pela doença. O homem recebeu alta e passa bem. Ele é morador do Jardim Maria Eugênia, na região norte de Sorocaba, mas procurou atendimento em Porto Feliz porque uma parente trabalha como enfermeira naquele hospital.
Sorocaba já investiga outro caso de febre amarela, também importado, segundo a Secretaria da Saúde. Moradores das regiões oeste e sul da cidade estão sendo vacinados. Nesta segunda, foram registradas grandes filas na Unidade Básica de Saúde (UBS) Escola, no bairro Santa Rosália, e nos três postos volantes de vacinação.
Em todo o Estado, desde janeiro de 2017, foram notificados 364 casos suspeitos de febre amarela em humanos. Destes, 165 foram confirmados e 132 são autóctones, em que os pacientes adquiriram a doença dentro do Estado.
Campanha de vacinação
A campanha de vacinação contra a febre amarela no estado teve início na última quinta-feira (25). Começaram a ser aplicadas as doses fracionadas da vacina conforme diretriz do Ministério da Saúde. A meta é imunizar 9,2 milhões de pessoas até o dia 17 de fevereiro, em 54 cidades listadas como prioritárias. Nos dias 3 e 17 fevereiro haverá regime especial de funcionamento dos postos com a realização de Dia D. As doses são aplicadas em cerca de 900 postos, incluindo 150 volantes, nas regiões da Grande São Paulo, Vale do Paraíba e Baixada Santista.
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