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Animal

Aluguel de cães divide opiniões

Adriano Justino
04/08/2007 23:57
O Projeto de Lei n.º 05.00026.2005 – que deveria ter sido aprovado ainda este ano na Câmara Municipal, regulamentando o aluguel de cães de guarda em Curitiba, de 2005 – foi retirado de votação. As empresas, mais de 20 na cidade, têm entrado em constante embate com os grupos de proteção aos animais, que dizem receber diariamente denúncias sobre maus-tratos no ramo.
Os protecionistas dos animais alegam que a atividade é campeã de maus-tratos. “Os animais são abandonados sem abrigo e comida, muitas vezes a semana inteira”, diz a voluntária Rosemary Tadilhe, do Clube das Pulgas, uma das ONGs que defende a proibição.
Segundo o proprietário da Feroz Locação de Cães de Guarda, Jair Pereira de Souza, a regulamentação do setor é positiva para as empresas que agem dentro da lei. Ele alega que seus cães, mais de 600, são provenientes de canil próprio ou até de doações. “Nós pegamos cães que tenham uma postura agressiva e de porte grande, fazemos um treinamento básico e colocamos para trabalhar”, diz.
Souza ainda critica a ação das ONGs. “Eles têm uma postura muito radical. Se o cão não existe para servir o homem, existe para que então?”, questiona.
De acordo com o autor do PL, o então vereador Manassés Oliveira, a intenção era regularizar o setor, buscando a geração de empregos para pessoas e bem-estar dos animais. “De acordo com o projeto, haveria um vigia ou instrutor com o cão e o recinto deveria ser adequado”, comenta.
O projeto foi aprovado em primeira votação, mas foi retirado de pauta a pedido dos protecionistas da cidade, que pedem a proibição da atividade. “Agora aguardamos as sugestões das ONGs e das empresas do setor para dar uma nova redação e encaminhar para plenária”, diz. (RA)