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Animal

Dias mais coloridos com pássaros em casa

Lara Mota, especial para Gazeta do Povo
25/03/2012 03:20
A professora Graziela Scalise Horodyski tem um papagaio há um ano e meio e descobriu os benefícios dessa convivência. “Ainda bem que eu tenho esse bichinho, porque às vezes preciso parar um pouco. Aí vou lá, converso, dou comida e saio daquele estresse do trabalho”, constata.
A curiosidade fica por conta do nome dado ao papagaio – aliás, “a” papagaio. O sexo, na maioria das vezes, só é determinado por exame de sangue e o resultado chegou no dia da última eleição para presidente. Aí não teve jeito e ela foi batizada como “Dilma”.
Graziela e o marido ainda não têm filhos, Dilma reina absoluta. Tem até um quarto só para ela. Apesar disso, fica solta em casa na maior parte do tempo. O casal gastou R$ 1,7 mil entre gaiola, brinquedos e o filhote. Agora, os gastos são principalmente com alimentação. “Depois que eu comprei a Dilma, não saio mais do sacolão”, brinca a dona.
O veterinário Marcos Makoto Ono afirma que muitas pessoas compram pássaros por impulso, sem se dar conta da responsabilidade que terão. “Dá mais trabalho que cachorro”, afirma ele. “Principalmente na questão da limpeza.”
Marcos gosta tanto desses bichos que tem seis (2 calopsitas, 2 tiribas da barriga vermelha, 1 periquito rico e 1 canário belga), dividindo o espaço e as atenções. Mas isso não é problema, porque segundo o veterinário, o ideal é ter mais de um pássaro, para que eles façam companhia um ao outro.
“Se eles ficam muito sozinhos acabam desenvolvendo problemas comportamentais”, afirma. São comuns os distúrbios, como o excesso de ba­­rulho para chamar atenção, doenças de ordem nutricional ou psicológica (estresse).

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