Nenhum dos oito cachorros da dona de casa Maria Janete Ceccon Atalla, 51 anos, foi comprado. Nem os sete de sua irmã gêmea, a aposentada Ana Maria. Mas a conta fechou aí: as duas estão proibidas pelos maridos de adotar qualquer outro bicho – chinchilas, hamsters e periquitos também têm sua vida de “mordomia” nas casas das duas, como diz Ana Maria. “É vida boa, acho que melhor que a da gente”, brinca.
Elas ainda são do tempo em que beijo na boca, dormir na cama e comer à mesa não era coisa de cachorro, portanto os bichos são muito bem cuidados, mas sem esse tipo de regalia.
Quando saem, procuram voltar logo. “Não confio em ninguém para cuidar dos meus. Parece que não vão cuidar tão bem como a gente. Às vezes meus filhos dizem ‘a mãe gosta mais dos animais que de nós’, mas eles gostam também”, diverte-se.
Mas são os maridos das duas que mais reclamam. Elas não viajam por causa dos bichos e eles acabam indo sozinhos. “Não adianta, a gente vai embora incomodada. Se vou, fico enchendo meu marido para voltar antes.” E eles não reclamam? “Um pouco, mas já se acostumaram. A gente não fala que não vai por causa dos bichos, fica inventando desculpas, mas no fundo é por eles mesmo”, conta Janete. (EB)
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