Fim de ano. Está chegando a hora das férias. Destino traçado, malas prontas, disposição total. Tudo certo para a viagem da família. Ou melhor, quase tudo. Só falta um detalhe. O que fazer com o bichinho de estimação? Quem já passou por esse dilema sabe que tanto a opção de levá-lo quanto a de deixá-lo requerem uma série de cuidados especiais.
De acordo com a professora de comportamento e bem-estar animal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carla Molento, o deslocamento é um fator de grande estresse para animais domésticos. Segundo ela, é necessário avaliar prós e contras antes de tomar qualquer decisão. “O desgaste só vale a pena se houver bastante interação com o dono durante todo o período longe de casa”, afirma. Portanto, nada de levar o bichinho em roteiros em que ele passará a maior parte do tempo sozinho, em um local desconhecido.
Viagem tranqüila mesmo, só a dos cães. Para eles a aventura é bem menos desconfortável. E até recomendada. “Apesar de também sofrer com o transporte, o cachorro é muito sociável e se adapta fácil. É importante sempre incluí-lo na programação de férias da família”, garante Carla. Já com outros pets – como gatos, peixes e chinchilas, por exemplo – a história é diferente. “Para esses animais o deslocamento não traz quase nenhum benefício. É um estresse desnecessário”, explica a professora.
Se a opção for deixar o bicho de estimação na cidade, a médica veterinária Michelle Zanetti, do hospital veterinário Clinivet, de Curitiba, aconselha: “o ideal é escolher um local conhecido e com alguém de confiança. Quando isso não é possível, os hotéis especializados são uma boa opção.”
Que o diga o pequeno Chico, um lhasa apso de 3 anos de idade. Com a vaga garantida para a semana do réveillon em um dos locais que oferecem o serviço em Curitiba, o cãozinho já viveu as experiências de ser tanto turista quanto hóspede. “Quando a viagem é curta, sempre levo o Chico. Já quando ela é mais longa, prefiro deixá-lo em um hotel de animais”, explica a sua dona, a professora Maria Tereza Ribeiro, que faz questão de afirmar: “o importante é o seu bem-estar, onde quer que ele esteja.”
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