Mascote Fit

Animal

Longe de casa, mas bem cuidados

Renan Colombo, especial para a Gazeta
02/05/2009 03:14
O destino do mascote é o hotel ZooShop, que recebe aves de todos os tipos, além de tartarugas e pequenos roedores, como hamster e chinchila. No caso de animais silvestres, para o ingresso no hotel, é exigido o registro do Ibama.
A hospedagem de Chico inclui alimentação, limpeza da gaiola e cuidados veterinários básicos, como explica o proprietário do hotel, José Bobko Junior. “Quando a ave chega, fazemos um check-up para ver se ela não tem piolho ou se está doente. Isso impede a contaminação dos outros.”
Outro estabelecimento que oferece o serviço em Curitiba é o Hotelzinho da Bibi, que além de pássaros recebe cães e pequenos roedores. Neste, a alimentação deve ser fornecida pelo próprio dono do animal.
O serviço dos hotéis é cobrado por dia, com uma vantagem: o dono pode levar a própria gaiola, sem pagar pelo empréstimo, que fica em torno de R$ 3. O ZooShop cobra R$ 3 por dia para a maioria das aves. O único animal com preço diferente é o papagaio (R$ 4). No Hotelzinho da Bibi, a diária de todas as aves é a mesma (R$ 5).
Os feriados e o período de férias são as épocas de maior procura pelo serviço. Não há limite de tempo para deixar os animais . Opróprio Chico, nas últimas férias, foi o recordista em permanência no hotel em que fica hospedado, 96 dias.
Muitos clientes usam o serviço várias vezes ao mês porque viajam com frequência. É o caso do administrador de Recursos Humanos Airton Hernandez, 41 anos, que tem o casal de calopsitas Fred e Wilma. Ele mora na capital, mas deixa a cidade a trabalho quase todas as semanas, o que o tornou um cliente assíduo do hotel de aves. “Eu deixo eles hospedados porque sei que são bem-tratados, que não falta alimentação e que a gaiola estará sempre limpa”, conta.
Comodidade e segurança
Nos dois hotéis, a ideia de abrigar as aves surgiu por sugestão dos próprios clientes. “Os donos dos passarinhos começaram a pedir para a gente ficar com as aves nos feriados, e a gente aceitou. Foi assim que criamos esse serviço”, conta a proprietária do Hotelzinho da Bibi, Bianca Bevilacqua.
A opção da hospedagem, aliás, foi decisiva para a compra de Chico. “Se eu não tivesse onde deixar minha calopsita, não poderia ter um animal de estimação aqui em Curitiba”, conta Pedro, que adquiriu a ave faz pouco mais de um ano, para diminuir a solidão de morar sozinho.