A primeira postura ocorreu no dia 8 de janeiro, na praia de Pontal do Sul. Quase um mês depois, uma nova desova na praia de Canoas, devidamente registrada pela imprensa e pela população, que acompanharam o esforço da gigante de 1,39 metros e 250 quilos durante as cinco horas em que esteve na areia. O comportamento causou alvoroço entre os biólogos pelo fato de a região Sul ser uma área de alimentação e não de reprodução.
A bióloga do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, Liana Rosa, que acompanha e monitora os ninhos, conta que a eclosão dos ovinhos, cerca de 80 por desova, ocorre aproximadamente 60 dias após a postura nos locais normalmente procurados pelas tartarugas, mais ao norte. “Mas como as temperaturas aqui são mais bai-xas, eles devem eclodir entre 75 e 90 dias”, explica Liana.
Mesmo com toda torcida, não há garantia de que os filhotes sobreviverão. “Ainda não sabemos se as tartaruguinhas vão nascer. Em Pontal do Sul o ninho ficou muito tempo submerso, e houve ainda o problema com pessoas que caminharam sobre ele. Mas vamos aguardar até o dia 8 de abril (amanhã). Já em Canoas, esperamos que até a metade deste mês os animais saiam dos ovos”, diz a bióloga. Até o fechamento desta edição não tinhamos notícia do nascimento das tartaruguinhas.
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