Mascote Fit

Animal

Pets para uma vida agitada (ou não)

Francielle Colpani, especial para a Gazeta
06/02/2010 02:10
A contadora Simone Baranhuki Kuzicz, 30 anos, se esforça para gastar a energia de sua beagle Cindy, de 4 anos. “Eu a levo para passear e brincamos com a bolinha quando estou em casa. Mesmo assim parece que está ligada na tomada. Ela apronta quando fica sozinha, tira a roupa do varal, faz buracos, estraga o jardim e já chegou a roer uma casinha inteira de plástico.”
O beagle tem um fôlego que bate o de qualquer criança. “É mais fácil a criança cansar de brincar com o beagle do que o contrário. Muitas vezes as crianças machucam os cachorros, quando o fôlego dos bichinhos acaba. Isso definitivamente não acontece com esses cães”, diz Bellani.
Origem
Os beagles são uma raça pura, de origem inglesa, muito antiga, mencionada pela primeira vez em escrituras do século 3. Foram trazidos para o Brasil na década de 1960. Bellani explica que, como são cães de matilha, elegem um líder. “É importante que o dono demonstre pulso firme senão eles viram os líderes e não tem quem segure. Eles devem aprender a obedecer aos comandos desde cedo.”
Repreender o animal sempre que faz algo errado é essencial. “Os beagles são inteligentes, mas também muito teimosos, por isso treiná-los pode se tornar um grande exercício de paciência”, diz Ana Cristina. Simone concorda. Ela explica que Cindy só obedece quando ganha algo em troca. “Ela atende ao comando de sentar e fica quietinha quando sabe que vai ganhar comida. Meu marido não tem tanta paciência e já quis se livrar dela. Mas eu não deixo, ela está sempre feliz, não tem tempo ruim, eu adoro a Cindy.”
Por outro lado, os cãezinhos dessa raça têm uma saúde de ferro. “São fortes, não adoecem com facilidade,” conta Bellani. A fama da raça é tanta que inspirou a criação do personagem de desenho Snoopy.
O kinguio, popularmente conhecido como peixinho dourado, é um dos peixes ornamentais de água doce mais resistentes que existem. Ele pode viver até 15 anos se tratado corretamente. De origem chinesa, tornou-se mundialmente conhecido por ter aparecido no cinema e em desenhos.
Pacífico, o kinguio vive bem em comunidade. O problema acontece quando peixes de outras espécies são colocados no mesmo aquário. “Se tiver outros mais agressivos, como o ‘oscar’, eles sempre acabam machucados”, conta Mario Farias Junior, proprietário da loja Aquabetta. Isso não significa que o aquário terá apenas peixes dourados. “Existem kinguios de cores e formatos diferentes que, juntos, formam um bonito ornamento.”
Ao contrário do que muita gente pensa, ele não deve ser colocado em aquários “bola”, sem oxigenação. “Por ser um peixe resistente, ele sobrevive por até um ano. Mas este tamanho de aquário estressa qualquer peixe, porque ele perde a noção de profundidade e distância, só fica dando voltas”, conta Sandro Di Frederico, proprietário da loja de peixes ornamentais Aquallun.
Um kinguio adulto necessita de um aquário de no mínimo 70 litros, com filtragem biológica e manutenção. “O filtro mantém a água limpa por mais tempo. Mas a troca parcial da água deve ser feita a cada 15 a 60 dias, dependendo do sistema de filtragem. O ideal é usar água da torneira, normalmente desmineralizada e com o pH ideal. Para eliminar o cloro usamos um produto chamado condicionador”, diz Farias Junior.
Alguns cuidados devem ser levados em consideração na hora de adquirir um kinguio. O pH da água deve sempre estar de acordo com o que exige cada espécie de peixe. Por isso é importante realizar testes frequentemente. “O pH ideal para o kinguio gira em torno de 7.2 e 7.4. Essa verificação é feita pelo dono do aquário, com produtos químicos”, afirma Di Frederico. Por ser um peixe de água fria, usa-se um termômetro para controlar a temperatura. “O kinguio gosta de temperaturas mais baixas, mas a água dentro do aquário pode variar entre 8 e 24 graus C”, diz Farias.
Serviço
Aquallun Aquários e Peixes Ornamentais – Rua Itupava, 781, Loja 2 – (41) 3264-2043.
Aquabetta – Rua Doutor Faivre, 723 – (41) 3264-9536.
Canil Maiorca – Rua Paulo Torques, 48, Colombo – PR. Telefone: (41) 9106-3332.
Canil Green Day – Rua Estrada Velha do Barigui, 794, Fazendinha. Telefone: (41) 3576-2209.