Durante uma conversa, a maneira como olhamos, como movimentamos as mãos e como mantemos a postura denuncia se há desinteresse no que o outro diz. Às vezes, os lábios dizem “sim”, mas os gestos dizem “não”. O corpo fala, alertavam Pierre Weil e Roland Tompakow no livro homônimo (Editora Vozes, R$ 36,20 na Saraiva)… e o dos animais também.
A linguagem de cães e gatos por meio do corpo é variada e, na maioria das vezes, pode ser mal interpretada. Um exemplo clássico é o rabo do cachorro que, ao balançar, não indica necessariamente que ele está feliz. “Às vezes pode ser um quadro de ansiedade ou até agressividade”, diz Paulo Parreira, professor do curso de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Aprender a identificar a mensagem que o pet está passando é essencial para criar um bom relacionamento com o dono. Por meio da linguagem, é possível descobrir se o animal está abatido, irritado, doente, com fome ou com vontade de brincar (saiba mais no quadro desta matéria).
Gatos e cachorros têm maneiras diferentes de expressar um determinado sentimento. Os felinos, quando querem marcar território e ganhar carinho, esfregam o corpo no dono. Os caninos pulam sobre as pessoas pedindo atenção. A diferença até estereotipou as espécies como independente (o gato) e carente (o cão). No caso das orelhas, em pé e inclinadas para frente, elas representam alerta. Abaixadas, simbolizam desinteresse.
A adestradora curitibana Kelen Sboli ressalta que, para “ler” a mensagem do bicho de estimação, é preciso passar algum tempo ao lado dele. “A pessoa deve observar a maneira como o animal se move, gesticula e até produz sons. Cada um tem sua própria maneira de se expressar”, completa a especialista.
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