“Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores.” A prosa de Cora Coralina sai fácil da boca da líder comunitária Maria Vilma Paolini, 62 anos. De professorinha “há muito, muito tempo atrás” ao respeito conquistado frente aos moradores da Caximba, bairro na região Sul da capital, muita conversa passou pela mesa de café da casa simples e digna, onde sempre cabe mais um para saborear o famoso rocambole de doce de leite com ameixa. “Adoro cozinhar. Me sinto em uma outra esfera.” Mas esse é apenas o âmbito privado da vida desta batalhadora, uma das responsáveis por tirar o estigma da Caximba – antes simplesmente o “bairro do lixão” – e melhorar a auto-estima dos moradores que hoje contam com unidade de saúde, creche e escola municipal. “Cobramos responsabilidade das autoridades. Conseguimos asfalto para a rua da escola e reduzimos o IPTU face à permanência do aterro no bairro”, conta orgulhosa a mãe de três filhos e avô seis netos.
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