Para muitos, Natal é sinônimo de festa em casa com a família. Mas há quem inove e prefira celebrar o nascimento de Jesus em algum lugar diferente ao redor do planeta. Confira a seguir algumas histórias curiosas de viagens durante o período natalino
Em busca da neve (foto 1)
“Minhas filhas, Mirella, de 5 anos e Giuliana, de 3 anos, sempre me perguntavam por que não tínhamos neve no Natal, já que nos filmes e desenhos animados ela sempre se fazia presente. Após minha explicação, as meninas me pediram para irmos a um local com neve no Natal seguinte (2009). Eu e a minha esposa Aline escolhemos Breckenridge, no Colorado (EUA). A uns 130 km de Denver, nas Montanhas Rochosas. Quando chegamos lá, a cidade estava coberta de neve. Alugamos um apartamento no resort e, logo que chegamos, solicitei uma árvore de Natal. No mesmo dia, uma enorme e decorada árvore natural, que quase encostava no teto do apartamento, foi colocada no meio da sala. Na tarde do dia 24 de dezembro, fomos assistir à chegada do Papai Noel na cidade, que veio num trenó puxado por renas. Ao acordarmos na manhã do dia 25, algumas pegadas no carpet, que vinham da lareira do apartamento até a árvore forrada de presentes, levavam a crer que realmente o bom velhinho tinha estado lá. Após a grande festa das crianças, durante abertura dos presentes, passamos o dia esquiando e à noite fomos patinar no gelo. Realmente, aquele foi um Natal inesquecível!” Igo Reichmann Losso, 44 anos, médico.
Na terra do Mickey (foto 2)
“No ano de 2006, resolvemos passar um Natal diferente e, apesar das filhas já moças, a Disney, em Orlando (EUA), foi o destino escolhido por elas. Os desfiles diários do Magic Kingdom foram fantásticos e toda a decoração do complexo nos trazia o verdadeiro espírito de Natal. Nos divertimos em todos os parques, mas na noite de Natal chovia torrencialmente. Mesmo assim, como você pode ver na foto, eu e meu marido Murilo assistimos à Parada de Natal, que partia do Castelo da Cinderela, magnífico e inesquecível. Como a chuva continuou no dia 25, nosso almoço foi uma pizza, que comemos dentro do apartamento do hotel, pois ninguém queria enfrentar a chuva para chegar ao restaurante. E assim, mesmo com chuva e sem ceia, passamos um natal diferente, alegre e que ficou gravado em nossas memórias”. Maristela Thá Batista, 49 anos, psicóloga.
Num pub londrino (foto 3)
“Fui a Londres aprender inglês. Eram para ser apenas três meses do ano de 1997, mas a aventura durou um ano e meio. Para ficar na capital inglesa, consegui os típicos empregos básicos, um deles era em um pub (bar), em que eu lavava os copos. Quando chegou o Natal, as ruas estavam enfeitadas, as lojas com vitrines maravilhosas, mas eu sentia falta da minha terra, do aconchego da minha casa. Quase desisti de passar a data por lá, porque é um período que prezamos estar com a família e o nosso jeito de fazer o Natal é tão delicioso! Em Londres, geralmente, a comemoração ocorre no dia 25. Há a entrega dos presentes e só! Inclusive, existem famílias que preferem entregar os presentes no dia 27, pois dia 26 existe uma grande liquidação nas lojas. No dia 24 de dezembro, eu trabalhei normalmente, parecia um dia como outro qualquer. Depois de lavar muitos copos no pub, eu e minha amiga turca, Elif, festejamos juntas. Fomos para um bar árabe que não fechava e ficamos dançando e comendo iguarias até tarde. Lá, longe de nossos costumes e famílias, brindamos com amor, celebrando a amizade que perdura até os dias de hoje.” Monica Benetti, 42 anos, empresária.
Tradição no Texas (foto 4)
“Ano passado, tive a oportunidade de fazer um intercâmbio em Houston, no Texas (EUA), e vivenciar outras tradições de Natal. O espírito natalino chega cedo para os norte-americanos e os CDs com músicas da temporada tocavam por toda parte. Eu e minha família hospedeira “adotamos” duas crianças para presenteá-las como se fossem da família. Resolvi me oferecer para embalar todos os presentes e senti prazer por tornar algo tão simples, interessante. Quase morri para dar conta de tudo, mas cumpri minha parte na nova família e não acreditei quando percebi que era capaz de fazer pacotes tão bem elaborados. A ceia de Natal brasileira é sempre a mesma. Cozinhar a tarde toda, jantar e abrir presentes à meia noite. Lá, a comemoração foi outra. De tarde, fui ver uma peça de teatro natalina, uma comédia. À noite, fomos jantar fora. Não abri presentes na virada do Natal, apenas vi um filme como se fosse uma noite qualquer. Natal mesmo ocorreu no dia 25. Eu e minha irmã hospedeira ganhamos pijamas e, devidamente vestidas, descemos para abrir nossos presentes. Para muitos esse acontecimento pareceria vazio de significados, mas para mim foi inesquecível. Fugir da rotina realmente vale a pena.” Eduarda Lopes, 18 anos, estudante.
Merry Christmas pelos EUA (foto 5)
“Passar o Natal nos Estados Unidos é uma escolha acertadíssima! O meu primeiro foi em 1997, eu tinha 15 anos e fui com meu pai para Nova York. Foi uma experiência tão intensa e inesquecível que cismei que tinha que voltar lá com pessoas que eu amasse. Em 2007, voltei com meu marido, minha irmã Francieli (na foto, eu apareço com ela), meus sogros Elenir e Oswaldo e dois amigos, Caroline e Emanuel. Minhas melhores experiências foram em NYC e Orlando. Em NYC porque a cidade fica maravilhosamente decorada, e a neve deixa tudo ainda mais incrível! Já em Orlando, os parques também são decorados com motivos natalinos. Destaque para o Magic Kingdom, com o castelo da Cinderela mais inesquecível do que nunca! Não dá para perder também o Osborne Spectacle of Dancing Lights no parque Hollywood Studios (antigo MGM). É de arrasar! Este ano estou indo para lá conferir o Mickey´s Very Merry Christmas, um evento que ocorre na época do natal no Magic Kingdom durante a noite, com fantasias especiais, chocolate quente e cookies para todo mundo.” Luciana Godri, 28 anos, administradora de empresas.