Moda e beleza

Casa de joias históricas é reaberta em Nova York

Agência Estado
13/09/2016 16:00
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Patti Smith estava lá. Sofia Coppola, Edward Norton, Rooney Mara e Katie Holmes também. Ainda assim, em Nova York, nada brilhou tanto na noite de terça-feira passada (6), quanto o diamante de 10,47 quilates da princesa Grace Kelly. A peça histórica, que marcou o noivado da atriz americana com o príncipe Rainier de Mônaco em 1955, fica até outubro exposta no segundo andar da Cartier Mansion, butique da joalheria na 5.ª Avenida reinaugurada na última semana com uma grande festa que reuniu diversos artistas.
Trata-se da oportunidade da maison francesa firmar-se também como uma referência em Nova York – e, tal qual sua concorrente Tiffany & Co., se tornar um ponto turístico. A história do prédio já é boa: erguido em 1904 como residência do empresário Morton F. Plant, o edifício de seis andares foi adquirido em 1917 por Pierre Cartier, neto do fundador da marca, em uma negociação improvável. Maisie Plant, mulher do dono da mansão, encantou-se com um colar de 128 pérolas naturais, avaliado na época em US$ 925 mil, e convenceu o marido a trocá-lo pelo imóvel.
“A região estava ganhando caráter comercial e a casa era uma das últimas residências da avenida”, afirma Pierre Rainero, diretor de imagem, estilo e patrimônio da Cartier. “As famílias começaram a mudar para o Upper East Side, por isso o negócio deu certo.” Desde a época, o local funcionou como a principal sede da grife nos EUA e a empresa passou a fazer sucesso entre endinheirados americanos – e estrelas do cinema e da arte, como Elizabeth Taylor, Gary Cooper e Andy Warhol.
Por isso mesmo, elas são as homenageadas no novo projeto, que levou quatro anos para ficar pronto e teve o comando de Thierry Despont, arquiteto francês responsável também pela recente reforma no hotel Ritz, em Paris. “Queria dar às pessoas a sensação de estar de volta à esplêndida mansão que o local já foi”, explica. Ele conseguiu. Com 840 peças de arte e mobiliário vintage, a sensação é de entrar no túnel do tempo.
Se antes apenas dois dos seis andares funcionavam como loja, agora há quatro abertos ao público. Cada ambiente é dedicado a um setor da joalheria e inspirado em um cliente famoso. O salão Andy Warhol, destinado aos relógios masculinos, conta com um autorretrato do artista usando o modelo Tank. Grace Kelly dá nome ao espaço dos anéis de noivado – uma sala clara, com imagens da princesa e dezenas de opções de solitários nas vitrines.
Já o ambiente Elizabeth Taylor traz peças de alta joalheria baseadas no estilo da diva do cinema (ou seja, as mais caras e extravagantes possíveis). “Um de seus maiores diamantes foi comprado de nós em 1969 por Richard Burton, seu marido na época”, conta Rainero. “Naquele ano, a peça foi exposta na vitrine da mansão em Nova York e atraiu milhares de pessoas.” É o que a maison espera agora com a renovação do prédio histórico.