Ícone fashion, Lady Di ganha exposição 20 anos após a sua morte
AFP
22/02/2017 15:12
Em Londres, exposição mostra a trajetória da princesa de Gales no universo da moda. Foto: Reprodução.
Vinte anos após a trágica morte de Lady Diana, uma exposição organizada em Londres mostra como a princesa de Gales transformou os códigos de vestimenta da família real e se tornou um ícone da moda.
Dos traje simples que usava em suas primeiras aparições públicas aos vestidos de noite cintilantes, a exposição “Diana: sua vida através da moda” traça a evolução do estilo da princesa de Gales ao longo dos anos e a afirmação da sua personalidade.
Vestidos usados pela princesa Diana em Hong Kong no ano de 1989, em exposição no Palácio de Kensington. Foto: AFP
“Ela ganhou confiança ao longo de sua vida, assumindo cada vez mais o controle sobre a forma como era representada, se comunicando de maneira inteligente através de suas roupas”, explica Eleri Lynn, curadora da exposição.
“A exposição explora a história de uma jovem mulher que teve de aprender rapidamente as regras de vestuário diplomáticas e da realeza e que colocou a indústria de moda e os estilistas britânicos no centro das atenções”, explicou.
Determinada a assumir plenamente sua feminilidade, Diana, que foi uma das mulheres mais fotografadas do mundo, sacudiu as tradições com um estilo menos formal e mais moderno.
Entre as peças mais famosas apresentadas na exposição figura o longo e deslumbrante vestido Victor Edelstein que ela usou para um jantar oferecido em 1985 pelo presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan na Casa Branca.
Foi neste veludo azul-escuro, com ombros nus, que Diana Spencer dançou com John Travolta ao ritmo de “You Should be Dancing”, do filme “Os embalos de sábado à noite”.
Apelidado de vestido “Travolta”, a peça foi vendida por 250.000 libras (297.000 euros) em um leilão há três anos.
Apelidado de vestido “Travolta”, uma das peças em exposição foi vendida por 250.000 libras (297.000 euros) em um leilão há três anos. Foto: Reprodução
Os visitantes da exposição também vão poder descobrir, a partir da inauguração, na sexta-feira, a camisola que ela usava no palácio de Buckingham e sobre a qual ainda há minúsculas impressões digitais, provavelmente deixadas por William ou Harry, seus dois filhos, quando ainda eram crianças.
Também estará exposta a blusa rosa pálido Emanuel, que vestiu para o retrato de noivado com o príncipe Charles e tirado por Lord Snowdon em 1981.
Ou ainda o vestido de seda creme “Gold Falcon” com estampa de falcões, emblema da Arábia Saudita, que Diana usou em uma viagem diplomática a esse país em 1986.
Lady Di dispunha igualmente de um “guarda-roupa de trabalho”, chique e descontraído e assinado por Catherine Walker, sua estilista preferida.
São vestidos de corte reto, ternos e roupas que usava para defender suas causas, como o apoio aos portadores do HIV, e que contribuíram para fazer dela a “princesa do povo”, como havia definido o primeiro-ministro Tony Blair após sua morte.
A exposição também analisa a evolução do seu guarda-roupa depois de sua separação do príncipe Charles, em 1992. Diana tornou-se mais ousada, usando com mais frequência a minissaia.
A exposição estará no palácio de Kensington, residência durante quinze anos de Diana, onde uma estátua deve ser inaugurada por seus filhos para marcar o aniversário de sua morte.
A princesa, seu companheiro Dodi Al-Fayed e o motorista Henri Paul morreram em 31 de agosto de 1997 em um acidente de carro em um túnel sob a ponte Alma, em Paris.